04/04/2017 às 14h19min - Atualizada em 04/04/2017 às 14h19min

Toda praça deveria ser um patrimônio!

Portal Corrente

Eu gosto do espaço. Sou naturalmente largo. Não consigo me dimensionar por conceitos estreitos ou apertados. Em nada, absolutamente nada. Quando adentro em qualquer centro urbano, passo logo a mensurar o tamanho das calçadas, o rolamento das ruas e avenidas, suas passarelas, canteiros centrais e, claro, as praças...bosques...parques existentes. Na mira o verde, mais que o cinza do concreto. Preferencialmente!

É minha eficaz sensação de perceber a qualidade de vida do ser humano que ali habita. Quanto mais espaço para os pedestres, cadeirantes e ciclistas, mais eu me aproximo afetivamente do lugar. Isso me atrai, me conquista. Sempre fiz isso!

Lembro-me da alegria que tive ao ser aprovada a lei que garante a implantação de Área Verde em todas as unidades habitacionais. E olha que somente 10% da área total. Mas, avançamos.

Assim, eu não consigo concordar com o Gestor (qualquer que seja) que diminui áreas que, originalmente, alimentam nossa convivência sociocultural e ambiental. Não há retrocesso maior que otimizar os espaços para veículos em detrimento da população. E quando isso acontece numa praça pública, corrói o estacionamento da lucidez.

Para mim, toda praça deveria ser um patrimônio da cidade, por histórico mérito material e imaterial: indissociáveis. A praça é uma escola! Dar para perceber que cada metro quadrado que vai se disponibilizando para carros é como se estivéssemos fechando uma sala de aula e criando espaços analfabetos. E, densamente agora, nos espremendo territorialmente para nos abastecer do tão salutar e necessário convívio humano. Entre o verde restante.

Que restaurem...que urbanizem...Mas, não minimizem seu espaço, nem suas saudáveis atribuições. Porque necessitamos ser "Largo"!

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Luciano Martins da Cunha Corrente
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