02/07/2015 às 18h06min - Atualizada em 02/07/2015 às 18h06min

Hildebrando Paschoal será trazido a Parnaguá para ir a juri popular

Crime ocorreu em 1997, onde uma das vítimas foi sequestrada, torturada e morta sem chances de defesa e com requinte de crueldade

Cidade Verde

O juiz da Comarca de Parnaguá (823 km de Teresina), Fabrício Paulo Cysne de Novaes, pronunciou o ex-deputado federal, Hildebrando Paschoal Nogueira Neto, Raimundo Alves de Oliveira e o tenente Baltazar Rodrigues Nogueira a responderem em júri popular pela morte de José Hugo Alves Júnior, conhecido como “Huguinho”. O crime ocorreu na fazenda "Itapoã", naquele município, em 1997.

O assassinato teria acontecido por vingança, visto que Huguinho teria matado um irmão de Hildebrando e refugiou-se em seguida no sul do Piauí. 

O ex-deputado já cumpre pena de 65 anos por tráfico de drogas, roubo de cargas, formação de quadrilha e crime organizado na região norte do país. Hidelbrando cumpre pena no Estado Acre e deve ser recambiado para Parnaguá para o júri.No dia 8 de janeiro de 1997 (18 anos) por volta das 17h, o bando de Hildebrando Pascoal sequestraram as vítimas José Hugo Alves Júnior, conhecido como Huguinho, José Ferreira Venâncio (Dudé) e um idoso de nome João. Os dois últimos foram mantidos em cárcere privado. Já Huguinho foi sequestrado, torturado e morto, segundo a investigação da polícia, sem chances de defesa e com requinte de crueldade. 

Na sentença do juiz, é relatado que tudo teria acontecido em 30 de junho de 1996, na cidade de Rio Branco, no Acre, quando Huguinho, junto com Baiano (Agilson dos Santos Firmino), teriam assassinado o irmão do coronel, que na época era deputado federal. No relatório da polícia, há informação de que baiano foi também torturado por 24h e morto a golpes de motosserra pelo próprio Hildebrando Pascoal.  

No relatório, o tenente Baltazar que era comandante do Batalhão da Polícia Militar de Avelino Lopes, é citado como comparsa do bando de Hildebrando, chegando a indicar o paradeiro de Huguinho. 

Na investigação, o juiz Osório Marques Bastos, que morreu em dezembro de 2013, também é citado pelas testemunhas como magistrado que ajudou a quadrilha do ex-deputado federal.  

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