20/08/2013 às 17h29min - Atualizada em 20/08/2013 às 17h29min

Silvio Mendes: "É necessário pensar além do seu umbigo, além dos seus parentes, além dos seus interesses menores"

Ex-prefeito de Teresina e possível candidato ao governo do estado concede entrevista ao Portal Corrente

Portal Corrente

Silvio Mendes é apontado hoje como sendo um dos nomes mais fortes para a disputa ao governo do estado, estando inclusive em primeiro lugar nas intenções de voto em pesquisa realizada pelo Instituto BrVox, embora até o momento não tenha ainda confirmado se de fato é candidato. Cogitado por diversos partidos para fechar alianças, o médico e ex-prefeito de Teresina diz analisar criteriosamente todas as possibilidades e afirma que não tomará nenhuma decisão sob pressão.

Nesta rápida entrevista ao Portal Corrente, Silvio Mendes fala sobre a atual situação do estado do Piauí e alfineta a política hoje praticada, onde interesses pessoais são colocados acima das necessidades sociais; assim como os critérios que utilizará para decidir se será candidato ou não.

Silvio Mendes: Como o senhor vê o estado do Piauí?

Silvio Mendes: O Piauí é um estado que possui muitas riquezas que não foram transformadas em bem estar social, seja na terra, no subsolo ou na inteligência do seu povo. Passa ano, entra ano, a cada dois anos nós temos as eleições e parece que nós vivemos permanentemente em disputa eleitoral. Não há um assunto mais importante que trate de interesse coletivo, porque só se fala em política, só se fala em eleição, em alianças e na próxima eleição. E isso é muito ruim.

O Piauí é muito rico potencialmente e não transforma riqueza em bem estar social, por isso detém os piores indicadores sociais do Brasil; em uns ele ganha do Maranhão, outros de Alagoas, seja na educação ou na saúde. Isso é muito ruim, porque nós não fomos condenados a viver desse jeito.

Portal Corrente: Como mudar essa realidade?

Silvio Mendes: É necessário, ao se pensar no Piauí, pensar além do seu umbigo, além dos seus parentes, além dos seus interesses menores. Temos que pensar num Piauí maior, que amplie a esperança das pessoas. Há que se compreender isso e que se trabalhe em cima de metas; não em projetos pessoais,  mas pensar verdadeiramente no estado. Essa é a boa política. Não é preciso ser muito inteligente para entender que esse é o caminho certo. Enquanto nós vivermos sapateando no mesmo lugar nada vai acontecer. E é possível fazer isso, não é tão difícil de acontecer.

Não se faz gestão pública com milagres, se faz com trabalho, com racionalidade, com um pouco de inteligência e com gente que tenha boa vontade de fazer isso. Se for possível criar um ambiente em que as lideranças políticas possam entender isso, eu estou dentro. Se não for desta forma, eu não participo.: 

Portal Corrente: O senhor pretende ser candidato, voltar à vida política? 

Eu passei  15 anos da minha vida fazendo gestão pública, mas não ocupo cargo político porque não quero. Estou neste momento cuidando da minha vida e me sentindo feliz como há muito tempo eu não me sentia. Faço o que gosto, exerço  minha profissão e estou distante da política partidária e do poder público. Então como cidadão comum nós temos uma visão diferente de quem está dentro. Eu sempre digo que todo poder público é arrogante; primeiro porque ele não tem concorrência. Você só tem um prefeito, um governador, um presidente. E às vezes ficamos sem alternativas e se nós escolhemos mal, passamos muito tempo pagando essa conta.

Então no Piauí, se estas lideranças jovens, que até têm um discurso bonito, mas se elas não entenderem e não trabalharem nesse rumo aí não vale a pena fazer. Primeiro porque eu não sou o salvador da pátria, pois isso não existe. É preciso que se entenda que é bom ter esperança; não se pode viver de esperança mas é necessário trabalhar para que as esperanças e os sonhos se tornem realidade, e eu não estou vendo isso. Estes movimentos não são concretos, não são palpáveis. Então como cidadão que tem os seus direitos políticos - eu não tenho nenhum processo - então eu observo. Serei candidato? Eu não sei, depende das circunstâncias. Eu não tenho ansiedade nem estou trabalhando para isso. Mas dependendo do que acontecer, eu me reservo no direito de tomar uma atitude. 

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