27/04/2014 às 23h14min - Atualizada em 27/04/2014 às 23h14min

Zé Filho discursa como pré-candidato a governador.

O discurso foi na cidade de Angical.

Magno Pires
Com as presenças do Presidente da Assembléia Legislativa, deputado Temístocles Filho; do líder do Governo na Assembléia Legislativa, Deputado João Madson; do deputado estadual Mauro Tapety; do pré-candidato a deputado federal, Paulo Márcio; de vários prefeitos, vereadores, empresários, lideres empresariais e políticos, estudantes, centenas de populares, além da Prefeita Neta, anfitriã do evento, o Chefe do Executivo do Piauí, empresário Zé Filho, com um discurso inflamado, mas também entremeado de palavras ressentidas, lança-se pré-candidato ao governo do Estado em Angical, município do Médio Parnaiba.
         Sempre nominando os prefeitos presentes, o governador Zé Filho fez discurso entusiasmado, para ressaltar que o Piauí não será desprezado, tampouco subestimado, porque como governador, não permitirá isso; porém, também deixando muito claro e evidente que o processo sucessório passará prioritário e definitivamente por sua decisão e que ninguém o subestimará nesse posicionamento. Tampouco falará em seu nome.
         Com o pré-lançamento de Zé Filho ao Governo do Estado, a sucessão estadual terá novo Norte. Tomará outro rumo, com forte repercussão nas pré-candidaturas de Wilson Martins (PSB) e de todo o seu grupo, bem como na do ex-governador Wellington Dias (PT). Entretanto, não acontecerá o que Wellington, Ciro, João Vicente, bem como Wilson Martins e o seu Grupo político pensam: o fortalecimento da pré-candidatura de Wellington Dias. Embora uma enorme e nova rearumação política. Zé Filho sairá fortalecido e será vitorioso no processo, desde que confirmada a candidatura. Justamente porque Wilson não deixará o bloco governista, para ficar com Wellington. Este, momentaneamente, não tem nada a oferecer. Apenas promessas.
         A quantidade de cargos comissionados ocupados com apadrinhamentos de Wilson é muito grande, bem como de Marcelo Castro e Kleber Eulálio, para citar apenas essas três casos.
         Pois, no Piauí, nenhum político, historicamente, deixou a certeza do cargo comissionado pela perspectiva de exercê-los e/ou indicá-los. Por conseguinte, Zé Filho detém, presentemente, os mesmos poderes antes exercidos por Wellington Dias (2002/2010) e Wilson Martins (2010/2014), e nessas condições foram eleitos e reeleitos.
         Ademais, em 2002, Wellington Dias, contou com o grande prestígio popular e eleitoral do ex-Governador e ex-Senador Mão Santa. Portanto, enfrentar Zé Filho, é perda de tempo e prestígio. O melhor que farão Wilson Martins, Marcelo Castro e Sílvio Mendes (PSDB) e os demais próceres políticos é ouvi, unir-se,  realinhar-se e apoiar o atual governador Zé Filho, que, agora, será o pré-candidato do PMDB e da coligação.
         E não adianta abespinhamentos, muxoxos, fuxicos, inveja, ameaças de dissidência, conversa fiada porque o governador é quem detém o poder político, econômico, financeiro e administrativo, para ganhar a eleição de 5/10/2014. E só o povo será mais forte que ele. Nenhum partido e nenhum líder político terá o seu poder.
         E sabem Wilson, Wellington, Marcelo, Sílvio, Firmino, Heráclito, Themistocles, Ciro, João Vicente, João Claudino, Hugo, para nominar apenas esses lideres políticos e empresariais, que embora com algumas mudanças de 1994 para cá, com a eleição e reeleição do ex-governador Mão Santa (PSC), a política partidária piauiense continua sendo feita com o irrestrito e sólido apoio (ou embasamento político e financeiro) do Palácio Karnak, embora o movimento das ruas.
         Assim foram todas elas, apenas com algumas alterações levemente pontuais. Haverá também uma rearrumação no PSC em maio que também causará forte repercussão política na sucessão, mas a favor de Zé Filho. Se, entretanto, confirmada a pré-candidatura de Zé Filho, conforme anunciada em Angical, está reafirmado o que este articulista tem dito por diversas vezes: que Zé Filho seria pré-candidato, com direito a reeleição, como Mão Santa, Wellington e Wilson. E não se pense que Zé Filho será uma Maria-vai-com-as-outras, disputando de brincadeirinha. Que não será uma galinha morta. Como os petistas, inclusive o senador Wellington Dias fala,  terá apoio das Federações das Industrias do Brasil, especialmente da unidade paulista. Porque, todo empresário, quer um colega como governador de Estado.  

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