05/06/2013 às 07h25min - Atualizada em 05/06/2013 às 07h25min

HUT recebe paciente do Samu Aéreo sem aviso e vaga na UTI

Hospital não estaria na pactuação do novo serviço. Samu contesta e diz que paciente é do SUS e não há diferença.

Cidade Verde

A primeira paciente do Samu Aéreo desembarcou pouco depois de 19h em Teresina (PI). Karla Patrícia Santos Castro, 19 anos, foi vítima de acidente de trânsito em Corrente, município no Sul do Piauí e um dos mais distantes da capital - 900 quilômetros. A jovem foi transferida para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), o que surpreendeu a direção do pronto-socorro, que não estaria na lista de referências para o serviço.

O Cidadeverde.com obteve informações de que o HUT não teria sido incluso em um contrato que pactua os recursos do atendimento de pacientes do Samu Aéreo. Só Hospital Getúlio Vargas (HGV) e o Hospital da Polícia Militar (HPM) estariam habilitados formalmente, mas não tecnicamente para o caso de traumatismo crânio-encefálico. Por conta da questão burocrática, o pronto-socorro não estava esperando ser acionado.

Outro contratempo apurado pela reportagem é de que todas as 26 vagas da UTI do HUT estariam lotadas. O hospital confirmou ao Cidadeverde.com que não havia mesmo vaga em UTI até 21h20, quando Karla era submetida a uma bateria de exames para verificar sua situação. A suspeita da equipe multidisciplinar que avalia a paciente é de que ela tenha sofrido morte encefálica. O estado foi considerado gravíssimo.
 
Samu contesta
Antes do surgimento das informações, a coordenadora do Samu no Piauí, Cristiane Rocha Leal, já havia confirmado normalmente ao Cidadeverde.com que a paciente seria levada para o HUT. Perguntada sobre como essa definição havia sido feita, ela explicou que caso fosse uma gestante, a jovem iria para a maternidade Evangelina Rosa. Se fosse outro problema, a transferência poderia ser para o HGV.
 
A transferência foi ratificada pela coordenadora do Samu posteriormente, com o surgimento das novas informações. Cristiane Leal informou, inclusive, que o contato para a internação foi feito previamente e que o Samu Aéreo não se diferencia do Samu terrestre para efeito de recebimento de pacientes no HUT. "O paciente é do SUS. De como é que ele vem isso não interessa", explicou.

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