05/05/2016 às 06h46min - Atualizada em 05/05/2016 às 06h46min

Pesquisadores encontram fósseis de 250 milhões de anos no Piauí

A descoberta foi destaque em reportagem veiculada pela TV Globo.

GP1
Timonya

Durante quatro anos de pesquisa, estudiosos dos Museus de História Natural de Chicago, Londres e da África do Sul e também das universidades de Buenos Aires e de Berlim, se uniram ao paleontólogo Juan Carlos Cisneros da Universidade Federal do Piauí (UFPI) para pesquisar a bacia do rio Parnaíba.

O resultado foi o descobrimento de animais com mais de 250 milhões de anos, os mais antigos já registrados no Hemisfério Sul. A descoberta foi destaque em reportagem veiculada pela TV Globo.

As plantas presentes na Floresta Fóssil de Teresina, localizado na zona Leste da cidade, chamou atenção dos pesquisados. No local foi construído um parque nacional com a finalidade de preservar os troncos de árvores petrificados há 278 milhões de anos.
 

Imagem: Lucas Dias/GP1
Parque Nacional da Floresta Fóssil de Teresina fica na zona Leste da cidade(Imagem:Lucas Dias/GP1)

Parque Nacional da Floresta Fóssil de Teresina fica na zona Leste da cidade(Imagem:Lucas Dias/GP1)

Parque Nacional da Floresta Fóssil de Teresina fica na zona Leste da cidade


A ideia inicial é que se houvessem plantas, poderiam haver também animais, por isso os pesquisadores foram atrás desses animais e descobriram fósseis que representam amostras da primeira fauna dessa época já registrada no Hemisfério Sul. São fósseis mais antigos do que os dinossauros. “Eles são importantes porque nos mostram que a fauna dessa parte do Brasil tinha muitas coisas em comum com as faunas da América do Norte”, afirmou o paleontólogo Juan Carlos Cisneros.

A animação gráfica abaixo mostra como seria um dos anfíbios descobertos pelos pesquisadores, em que o mesmo foi batizado por Timonya porque foi encontrada na cidade de Timon, no Maranhão, cidade vizinha de Teresina. O mesmo vivia nos lagos doces da região.
 

Imagem: Reprodução/TV Globo
Timonya(Imagem:Reprodução/TV Globo)

Timonya(Imagem:Reprodução/TV Globo)

Timonya


As peças que estão sendo objetos de estudo estão na UFPI, após terem passado por Chicago e Londres. A intenção dos pesquisadores é continuar estudando essas espécies e também encontrar novos fósseis de diferentes grupos de animais, ainda segundo a reportagem veiculada.

“Estamos procurando os precursores dos mamíferos, parentes muito distantes deles. Já sabemos que eles estavam na América do Norte, e naquela época, eles deveriam estar também nessa parte da América do Sul”, finalizou o paleontólogo.


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