03/08/2017 às 23h54min - Atualizada em 03/08/2017 às 23h54min

Vice-governadora participa de reunião sobre desertificação

Ascom

Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a reunião de Implementação de Políticas Públicas de Combate à Desertificação no Brasil reuniu nesta quinta-feira autoridades nacionais e representantes de órgãos que atuam no combate à desertificação. A abertura do evento que conta com o apoio do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça do Piauí  (TJ) aconteceu no auditório da Instituição.

Presente no evento, a vice-governadora, Margarete Coelho pontuou que a desertificação nos municípios piauienses é danosa para a agricultura e para os rios.

“Nós aprendemos que a desertificação está somente no município de Gilbués, mas na verdade está em 15 municípios do Sul do Estado do Piauí. É um processo extremamente danoso por ser uma área agricultável, de fertilidade, um solo que pode apresentar uma produtividade muito grande e também dedicada a agricultura familiar. Além de perdermos para a desertificação terras agricultáveis, ainda temos o assoreamento do Rio Parnaíba e dos afluentes dele naquela região”.

O encontro, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, traz para o Piauí o debate sobre as políticas públicas direcionadas às áreas degradadas pelo processo de desertificação. Diante dessa importante ação, o secretário de estado do Meio Ambiente, Ziza Carvalho analisa. “É uma reunião importante, dirigida a todos os secretários de Meio Ambiente do Nordeste e os prefeitos municipais. O Piauí tendo a cidade de Gilbués com a maior área de desertificação do país é palco importante para esse tipo de debate. A secretaria de Meio Ambiente inclusive tem um núcleo de combate a desertificação, uma unidade da Semar instalada no município de Gilbués com diversos trabalhos e intervenções importantes para a recuperação de áreas degradadas ocorridas no local”.

O diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, Valdemar Rodrigues, um dos idealizadores do evento e estudioso revela que há anos o Nordeste brasileiro tem trabalhado a seca com medidas emergenciais e ações isoladas e o evento é uma ação importante para a implementação de Políticas Públicas. “O que nós estamos querendo fazer é implementar uma política pública que seja estável, que  tenha consistência e que parta dos municípios, por isso que temos representantes de mais de 100 municípios. Então, essa é a função maior, estabelecer essa política com os órgãos públicos”.

Representantes de Conselhos de Tribunais de Contas, Dnocs, Codevasf estão presentes para debaterem a recuperação de áreas degradadas e de combate a seca no nordeste. Durante o evento será apresentado ações sociais ambientais e produtivas a serem inseridas no planejamento dos municípios para a recuperação e conservação do solo, água e a biodiversidade com a participação das comunidades locais.

 

Autoria: Tatiana Maria

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