27/09/2017 às 07h41min - Atualizada em 27/09/2017 às 07h41min

Governo apresenta personagem da campanha contra abuso infantil

Massinha está fixada no Palácio de Karnak até o final da semana

CCOM

O abuso contra crianças e adolescentes precisa acabar. Com esse propósito, o Governo do Estado retomou a veiculação da campanha com a boneca Massinha, criada para orientar, alertar e prevenir situações de violência sexual contra crianças e adolescentes.  A figura da personagem segue fixada na entrada do Palácio de Karnak até o fim do mês de setembro para incentivar os teresinenses e turistas a entrar, conhecer e divulgar a campanha de combate ao abuso sexual infantil.

A partir da personagem, a vice-governadora Margarete Coelho explica que a campanha foi ao ar pela primeira vez em março deste ano e agora voltou na TV, rádio e mídias sociais. “Gostaríamos de estimular a entrada de mais pessoas nessa rede e que nos ajudassem a divulgar. Colocamos um protótipo da Massinha na entrada da sede do governo para que as pessoas conheçam, tirem fotos e compartilhem nas suas redes sociais. Esperamos a visita de escolas, famílias e digitais influencers para que elas façam fotos e vídeos com a Massinha”, disse Margarete.

Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, o abuso não se caracteriza apenas pela relação sexual completa. Qualquer ato ou “brincadeira” com objetivo de satisfação sexual significa abusar, assim como expor a criança ao ato sexual ou a exibições com a intenção de estimular. “A criança é vítima de violência e ela nem sequer percebe e entende isso. Então, a campanha informa que existem três tipos de toques que uma criança ou vulnerável pode receber. O toque vermelho é o proibido, que incomoda, faz com que a criança se sinta desconfortável e se entristeça trazendo consequências para a vida emocional. Esse toque deve ser denunciado! O amarelo é o sinal de alerta, desconforto momentâneo e o verde é o toque bom, que as faz sentirem-se amadas e valorizadas”, afirma Coelho.

A origem da criação do nome da personagem foi uma das preocupações da equipe. Segundo Margarete, não foi usado nenhum nome de pessoa para que não estigmatizassem nenhum nome. “Se colocássemos nome de alguma criança ela poderia passar a sofrer bullying na escola como já houve em outras campanhas que utilizaram nome de pessoas e depois esses nomes ficaram estigmatizados. Para evitar isso não colocamos nome na boneca. Portanto, ela é uma Massinha como as crianças chamam esse brinquedo bastante usado em brincadeiras infantis de forma lúdica e que todos gostam muito de brincar”, salientou a vice-governadora.

Campanha

Desde 2014, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes são considerados crimes hediondos. Essa campanha orienta crianças e adolescentes a contarem casos de violência para um adulto de sua confiança, que poderá realizar, de forma sigilosa, a denúncia. “A campanha integra o programa de Segurança Pública do Governo do Estado do Piauí, o aplicativo Salve Maria, criado para receber denúncia de agressões contra mulheres e vulneráveis”, informa a gestora.

A ferramenta pode ser baixada em qualquer celular, oferecendo duas opções, a primeira é a de denúncia, em que é mais descritiva e podem ser anexados fotos ou vídeos. “A pessoa pode denunciar anonimamente e enviar dados sobre o que estiver acontecendo. Ela vai responder um formulário e vai dizer quem é a criança, onde ela se encontra, que tipo de abuso ela está sofrendo, horários dos fatos. A ferramenta possibilita anexar ainda áudio, vídeos ou fotos para ajudar a polícia a investigar e impedir o crime. Em hipótese alguma, o nome do denunciante é revelado, apenas por decisão judicial se o juiz pedir que seja revelado.A outra opção é a do botão do pânico, o qual permite que a pessoa que está sofrendo ou em vias de sofrer uma agressão possa realizar a ocorrência apertando no botão do pânico. Se alguém da família, vizinhos ou até alguém que não conheça a criança vítima de violência, mas tenha visto o caso pode denunciar apertando o botão no aplicativo e é enviada a mensagem para as autoridades com o local onde a vítima se encontra”, ressalta Margarete.

Ao usar o Salve Maria, o denunciante vai ajudar a polícia a gerar dados estatísticos para que a Secretaria da Segurança possa acompanhar e planejar políticas de prevenção diante da violência cometida contra crianças e adolescentes.


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