03/09/2018 às 15h34min - Atualizada em 03/09/2018 às 15h34min

Confira os principais pontos do debate na TV Cidade Verde

Cidade Verde

Candidatos iniciam debate com críticas à Saúde e Educação


Críticas à Saúde e Educação marcaram o início do debate na TV Cidade Verde entre os candidatos ao Governo do Estado. O primeiro candidato sorteado, Fábio Sérvio (PSL), prometeu acabar com a interferência política na indicação do secretariado e disse que "há mais gente trabalhando administrativamente nas escolas do que professores".
 

"Precisamos acabar com a interferência política. Eu estive em Paes Landim [cidade natal do governador] e a gente percebeu que há uma interferência muito forte. O que a gente tem que fazer é combater a corrupção, as indicações políticas. Tem mais gente trabalhando administrativamente nas escolas do que professores", disse o candidato.

A pergunta de Fábio Sérvio sobre o tema Educação foi direcionada ao candidato Elmano Férrer (Podemos) que relembrou a greve dos professores e disse que a educação profissionalizante será prioridade zero, caso seja eleito. Ele defendeu ainda que os secretários tenham um perfil técnico.

"A Educação tem que ser prioridade zero. Com relação ao Piauí, a Educação não está sendo bem avaliada pela população, haja vista a falta de valorização da pessoa mais importante que é o professor. Acabamos de testemunhar uma  greve de 70 dias, na luta dos professores para ter o piso salarial [...]", criticou Férrer que prometeu melhorias na infraestrutura das escolas públicas. 
 

Saúde

Na primeira rodada do debate, o candidato Luciano Nunes (PSDB) questionou a candidata Sueli Rodrigues (Psol) sobre propostas na área de Saúde. O tucano disse que a Saúde está um caos e defendeu a descentralização no atendimento público. 

"O caos está estabelecido [...] porque nada funciona. As pessoas que precisam de saúde pública no Piauí tem que vender o que tem para escapar em Teresina [...] os hospitais regionais não têm resolutividade e as pessoas têm que vir para a Capital. Teresina tá carregando a saúde pública do Piauí nas costas sozinha e por isso estamos propondo a descentralização do serviços de saúde [...] com quatro hospitais de urgência no interior", disse Nunes.

Foto: Catarina Malheiros/Cidadeverde.com

Em resposta ao tema proposto, a candidata Sueli Rodrigues (Psol) propôs a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Temos no SUS, os melhores serviços e equipamentos, mas precisamos também melhorar a prestação de serviço. Não dá continuar concentrando tanto em Teresina, sem atendimento adequado nos hospitais regionais e nas pequenas cidades. É atender as necessidades no tempo necessário. As pessoas estão levando de quatro a seis meses para ter uma consulta", criticou a candidata.

 

Embate sobre gestão e operação da PF marcam o segundo bloco


No segundo bloco do debate na TV Cidade Verde, candidato pergunta para candidato, ambos definidos em sorteio, com tema livre. O candidato sorteado para começar a rodada foi Luciano Nunes, do PSDB, que perguntou sobre saúde pública para o Dr. Pessoa, do Solidariedade, citando as deficiências dos hospitais da rede estadual, que enfrentam constantes ameaças de interdição.
 

Em resposta, Dr. Pessoa destacou que saúde se faz com ações primárias, como o saneamento, e incentivo ao Programa de Saúde da Família. "O PSF precisa ser mais incentivado, o pessoal precisa ganhar melhor. A integração com outros setores precisa ser melhor. Por que o médico não vai para o interior exercer a profissão? Porque não tem estrutura, material, tecnologia e salários adequados. Vou regionalizar a saúde, vou administrar descentralizando o serviço público", prometeu.

Luciano afirmou que pretende fazer parcerias e co-financiamentos com municípios. Em sua fala, ele alfinetou o governo ao dizer que há hospitais há 12 meses sem receber financiamento. "Precisamos pagar os servidores em dia, os salários estão atrasados em Barras, Parnaíba e Corrente. Em Campo Maior falta até alimentação".

Seguindo a ordem, Dr. Pessoa perguntou a Valter Alencar (PSC) sobre a baixa cobertura de saneamento básico. Valter disse que isso é uma vergonha. "Esse desgoverno que existe leva a essa vergonha, somente 20 cidades com saneamento. A estrutura hospitalar está sucateada. Eu mudarei essa realidade. O que farei: pagar o médico, o servidor, o cidadão da maca, o enfermeiro. Fico envergonhado com o que escuto. Mudarei essa realidade ampliando hospitais nas 15 microrregiões", afirmou.

Dr. Pessoa completou que se não há saneamento básico, a situação fica "o caos que está".


 

Seguindo a ordem, Valter Alencar questiona Wellington Dias (PT) sobre as operações Lava Jato e Topique. Dias agradeceu a pergunta e negou que as operações tenham a ver com o governo do estado, mas sim com as empresas contratadas. "Precisamos esperar que as pessoas se defendam. No caso do Meio Ambiente, a mesma coisa. São técnicos, pessoas de responsabilidade, que devem apresentar suas defesas", respondeu.

Valter Alencar alfinetou: "Não perguntei sobre Meio Ambiente, mas sim sobre a Lava Jato e a Topique. A Lava Jato pôs bandidos na cadeia, a Topique está acompanhando o governo. O MPF e a PF apontaram mais de R$ 100 milhões desviados e crianças sem a oportunidade de irem à escola. Quero nomes". 

Wellington se defendeu: "Se quer nomes tem que procurar o pessoal da investigação. Quero falar de educação, sim, vamos seguir trabalhando para alcançar as metas da educação".

Na ordem, Wellington Dias perguntou para Elmano Férrer (Podemos) sobre quais seriam as políticas para a área das Câmaras Setoriais. Elmano disse que é preciso valorizar as Câmaras, mas com prioridade e afirmou que elas, "lamentavelmente" não têm funcionado nesse governo. Ele citou o agronegócio e a agricultura familiar como algumas das mais importantes.

"No agronegócio não tem como escoar a produção; não foi feito nada para melhorar as estradas. O senhor diz que calçou estradas, mas não fez a Transcerrados e a BR-393. É uma grande falha com as Câmaras Setoriais", atacou Elmano.

Dias rebateu afirmando que a situação melhorou muito em seu governo. "Quem mora na região do agronegócio sabe o que era estrada, comunicação, educação. Hoje sabe o que tem aí e a participação do nosso governo". Elmano finaliza: "Não temos estradas nos Cerrados, não temos energia. E o governo diz que fez calçamentos e asfalto".

Na ordem, Elmano pergunta sobre o sucateamento da Uespi para a professora Sueli Rodrigues, do PSOL. Ela respondeu: "A Uespi é um patrimônio do povo piauiense. Qualquer projeto para tirar a população da desigualdade precisa da Uespi e da ciência e tecnologia desenvolvida lá. A Uespi tem que ser vista como estratégia de desenvolvimento, mas agora, com a volta às aulas, a Uespi tinha 590 disciplina sem professor. Isso é grave, assim como a falta de estrutura, porque ataca a autonomia da universidade".

Elmano disse que, em seu governo, fará um projeto de lei dando autonomia administrativa para a Uespi. "Para comprar uma resma de papel, a Uespi tem que pedir as bênçãos do secretário da Fazenda", alegou.

Sueli rebateu: "Essa garantia é constitucional, nem precisa perder tempo com um novo projeto de lei, só precisa cumprir". 

Sueli, perguntou, então para Fábio Sérvio (PSL), sobre a universalização da educação básica. O candidato destacou que a educação básica é uma das maiores vergonhas e não tem como controlar a qualidade do ensino. Sueli destacou que na região de Matopiba, dos 33 municípios piauienses, 23 tem uma única escola de ensino médio. "Esse dado é lamentável. A universalização vai ser feita via internet, sem sinal de qualidade. É colocar as pessoas pobres, cada vez mais pobres".

Fábio Sérvio questionou Luciano Nunes sobre a balança comercial do estado. Luciano considerou que vivemos um momento "de terra arrasada", não valorizando os produtores e penalizando quem quer produzir. "Emater e Adapi estão sucateadas, com servidores desvalorizados, sem sequer combustível para andar pelo interior, levar tecnologia e distribuir sementes", criticou. O tucano também disse que terminar a Transcerrados é uma questão de honra em seu governo. "Vamos concluí-la. Esse governo teve 12 anos e não fez. EnquConfira os principais pontos do debate na TV Cidade Verdeanto nos demais estados o desemprego está diminuindo, aqui aumenta, porque os impostos estão muito altos. Vamos realizar as obras necessárias e diminuir os impostos para valorizar quem quer produzir", garantiu Luciano.

Fábio Sérvio destacou que a balança comercial do Piauí é positiva em R$ 45 milhões, mas considerou o número ainda baixo. "Temos uma balança positiva graças ao agronegócio, mas o estado é responsável por criar condições e há uma incapacidade de crescer. O Porto de Luís Correia está parado, tudo que existe no Piauí é resultado do trabalho dos empreendedores".

Luciano fechou a rodada do segundo bloco enfatizando que é preciso apoiar a quem quer produzir e atacando o atual governo: "Esse governo foi um desastre pra atrair investidores. Cadê a Vale do Rio Doce, a Nassau?".

CONFIRA PONTO A PONTO, ATÉ O FINAL, A PARTICIPAÇÃO DOS CANDIDATOS 

 

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