02/03/2019 às 16h57min - Atualizada em 02/03/2019 às 16h57min

PSL no Piauí: O novo já nasce velho

Por Victor Aguiar Filho

A força dos novos tempos, que toma conta do Brasil com a vitória de Jair Bolsonaro, está ameaçada no Piauí. A saída do ex-candidato ao governo Fábio Sérvio da presidência do partido no estado deu espaço para uma corrida de pilantras de políticos de olho nos tão desejados cargos federais, a moeda mais valiosa no curral eleitoral mafrense. 

A conspiração está sendo armada por Firmino Filho, Átila Lira, o capo Ciro Nogueira e o ilustre governador Wellington Dias que, não querendo ver o sol nascer quadrado, tentam emplacar o seu time na direção do PSL no Piauí.

 
 
O vereador de Teresina, Luis André, que não deu um voto sequer para o PSL no estado, é cotado para o diretório municipal do partido. Trabalhou abertamente pelo candidato Atila Lira nas eleições do ano passado, com direito a adesivaço e palanque com o ex-governador Wilson Martins. Dispensa quaisquer maiores explicações, basta puxar no Google a “ficha corrida” do um dos ratos da secretaria de educação reeleito para entender o absurdo da aliança. Usando Luis André, Átila tem como principal objetivo garantir o partido para Átila Filho, que foi o suplente do Wilson Martins e que será o substituto do pai na próxima eleição para deputado federal. 

Já a vereadora Teresinha Medeiros, outra possibilidade cogitada pelos malfeitores, não esconde a sua afinidade com o grupo político do prefeito Firmino e sua esposa Lucy. Posicionamento que vai na contra mão do PSL, partido que tem como proposta o combate à corrupção que sustenta as oligarquias políticas.


 

Apesar dos mandatos eletivos, os pretensos candidatos à presidência do PSL passam longe do discurso de Bolsonaro. O presidente nacional do partido, Luciano Bivar, não pode interferir em favor desse conluio, cabendo a nós, a direita do Piauí, a missão de afastar essa corja dos novos trilhos da política, iniciados por Jair Bolsonaro.

O Piauí tem como tradição política multiplicar a miséria no estado, jamais pensar no progresso, mantendo seus currais eleitorais distribuindo migalhas em época de eleição, garantindo assim os votos, tendo como principal objetivo os cargos públicos para nomear seus militantes e fingir oposição, sentando todos, ao final da noite, na mesma mesa para brindarem à própria astúcia. 

À direita do Piauí cabe agora a missão de definir os rumos do partido no estado. Será que a ideologia sucumbirá aos coronéis? Será que os eleitores de Bolsonaro terão o constrangimento de ver as mesmas raposas tomarem o partido?
 
Temos hoje os velhos políticos do Piauí querendo fazer a nova política que o eleitor escolheu para o Brasil. É visível o acordo entre os que hoje querem o PSL no Piauí. “VAMOS TOMAR ESSE PARTIDO, GARANTIR E EVITAR AS AMEAÇAS DO NOSSO LADO. O PIAUÍ TEM QUE FICAR COMO ESTÁ”, é o discurso.


 

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