23/07/2019 às 13h39min - Atualizada em 23/07/2019 às 13h39min

Entenda como funciona a Classificação de Risco na emergência do Hospital Regional de Corrente

Casos graves têm prioridade absoluta nos atendimentos

Com o objetivo de manter um fluxo de atendimento que estabeleça prioridades, Hospital Regional Dr. João Pacheco Cavalcante, em Corrente, utiliza atualmente a classificação por meio de cores, ou Classificação de Risco, que sinaliza o potencial de risco para a vida, agravos à saúde ou grau de sofrimento dos pacientes que chegam à emergência.
 
A instituição segue a ordem estabelecida no protocolo de Classificação de Risco do Sistema Único de Saúde (SUS), que permite agilidade à dinâmica de serviços por meio de cores preestabelecidas. Isso significa que, ao chegar na recepção, todo paciente passará por uma triagem feita por uma equipe de saúde e receberá uma pulseira equivalente ao grau de prioridade no atendimento. 

“A Classificação de Risco é uma ferramenta que é utilizada nos locais de urgência e emergência onde, através da triagem, são atribuídas cores referentes à gravidade da enfermidade do paciente, estabelecendo um limite de tempo para o atendimento ”, observa a enfermeira Thalita Brito de Araújo Nogueira.
 
Ela observa que, ao classificar os pacientes quanto à gravidade da ocorrência, o Hospital identificou que grande parte da população que se dirige à emergência poderia procurar por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, evitando filas e longo tempo de espera.
 
“No mês de junho constatamos que cerca de 80% dos pacientes poderiam ter sido atendidos nos postos de saúde do município, mas por algum motivo as pessoas preferem dirigir-se à emergência do Hospital. Esse comportamento contribui para filas na emergência e as pessoas acabam esperando um longo tempo para serem atendidas, entretanto seguimos à risca a classificação de risco estabelecida na triagem. Os pacientes mais graves sempre terão prioridade”, pontuou.
 
Ela lembra ainda que, na emergência do hospital, o médico não terá acesso ao histórico do paciente, dificultando uma avaliação mais detalhada. “Quando o paciente faz o acompanhamento do seu quadro de saúde no postinho, o médico tem acesso ao seu prontuário. Já na emergência cada atendimento pode ser feito por um médico diferente e eles não terão acesso ao histórico de saúde, o que dificulta o diagnóstico. O atendimento será apenas pontual, mas dificilmente irá resolver o problema de saúde do paciente”, colocou.
 
Se você sente algum desconforto ou suspeita que está com algum problema de saúde, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência faça o acompanhamento periódico. Lembre-se que os casos realmente urgentes terão prioridade na emergência do hospital.

 
 
Confira a tabela de Classificação de Risco, ou Protocolo de Manchester:


Emergência (atendimento imediato): Cor vermelha. Risco iminente de perder a vida. As situações para o atendimento imediato são paradas cardiorrespiratórias, coma, trauma de crânio, falta de ar intensa, crise convulsiva, intoxicação, choque elétrico, angina, derrame, hemorragias e fraturas.

Muito urgente (tempo de espera recomendado até 15 minutos): Cor laranja. Casos muito urgentes, como, cefaleia intensa de início súbito ou rapidamente progressiva, acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos, alterações do campo visual, dislalia, afasia; alteração aguda de comportamento – agitação, letargia ou confusão mental; dor severa; hemorragia moderada sem sinais de choque ou instabilidade hemodinâmica; arritmia (sem sinais de instabilidade).
 
Urgência (até 30 minutos): Cor amarela. O paciente precisa ser avaliado. Tem condições clínicas para aguardar por meia hora. São quadros de dor intensa de início imediato, alterações súbitas de comportamento, agitação, confusão mental e desmaios, dor torácica intensa, crise asmática, diabético com alterações, dor forte, sangramento, febre (acima de 40 graus), luxação, entorse e acidentes por animais peçonhentos.
 

Pouco urgente (até 120 minutos): Cor verde. O usuário pode esperar atendimento ambulatorial, com prioridade sobre o não urgente. A classificação verde se refere a pessoas com idade acima dos 60 anos, pacientes escoltados, deficientes físicos, enxaqueca, dor moderada, abscessos, vômito e diarreia.
 

Não urgente (até 240 minutos): Cor azul. Caso de menor complexidade, sem problemas recentes. A recomendação é procurar atendimento em Unidade Básica de Saúde (UBS) e Unidade de Saúde da Família (USF). Nessa lista da cor azul estão sintomas crônicos por mais de 24 horas, troca de receita, atestado, encaminhamento para especialistas, revisão com pediatra, acompanhamento de doenças crônicas, check-up e exames de rotina.
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