09/09/2019 às 14h12min - Atualizada em 09/09/2019 às 14h12min

Trabalhadores da Usina Solar São Gonçalo impedem acesso ao canteiro de obras em protesto por direitos trabalhistas

Empresa JBM Construtora teria encerrado suas atividades sem a devida indenização dos funcionários dispensados

Viviane Setragni
Portal Corrente
Cidade de São Gonçalo do Gurgueia amanheceu repleta de trabalhadores
Trabalhadores dispensados pela JBM Construtora, uma das empresas que participam da construção da Usina Solar São Gonçalo, interditaram o acesso ao canteiro de obras na última sexta-feira, 6 de setembro, em protesto à não observância de vários direitos trabalhistas. Eles estacionaram um caminhão na portaria de entrada da obra, impedindo o acesso dos trabalhadores de várias empresas que atuam no local. A cidade de São Gonçalo do Gurgueia amanheceu repleta de trabalhadores uniformisados, que não puderam acessar o local de trabalho e retornaram à sede do município.

Segundo os manifestantes, a empresa JBM Construtora teria encerrado suas atividades por divergências com a empresa contratante, a Tozzi, e os funcionários não teriam recebido as verbas indenizatórias, nem outros direitos trabalhistas. 

 

Durante as manifestações, o Ministério Público do Trabalho (MPT/PI) esteve no canteiro de obras para intermediar as negociações.

Uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira (9), no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral do Piauí (SINTEPAV-PI) em Teresina, contou com a participação do Ministério Público do Trabalho e com representantes da Tozzi, a qual se comprometeu a pagar as verbas devida aos trabalhadores. "Estamos acompanhando para verificar se, de fato, ela cumprirá o acordo", declarou o procurador do Trabalho, Edno Carvalho Moura.

 

Ele relata ainda que a empresa deixou de pagar as verbas rescisórias, parte do salário de agosto, três meses de auxílio alimentaçao e deixou de recolher o FGTS. "Além desses direitos, ela terá que pagar também, a cada trabalhador, o aviso prévio e uma multa correspondente a um salário contratual pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias", frisou.

Funcionários do canteiro de obras afimaram que, além da JBM, outras empresas também estariam com o auxílio alimentação em atraso. 

Representantes da Tozzi e da JBM Construtora não quiseram se manifestar.
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