19/09/2019 às 09h51min - Atualizada em 19/09/2019 às 09h51min

Piauí terá maior safra da história, com 4,42 milhões de toneladas de grãos

Redação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na última terça-feira (10), a previsão para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil para 2019, com base nos resultados obtidos até o mês de agosto. Foi estimada uma produção de 239,8 milhões de toneladas, novo recorde para a produção de grãos do País, 5,9% superior à safra de 2018 (mais 13,3 milhões de toneladas).

Segundo os dados do IBGE, o Piauí produziu em 2018, 4,23 milhões de toneladas de grãos, consolidando o estado como o 3º maior produtor da região Nordeste. Os dados foram divulgados através da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM). O número corresponde a 1,90% do total que é produzido no País.

Ao fazer uma avaliação da safra de grãos 2018/2019, Lívio Moura, gerente de fruticultura da Secretaria do Agronegócio do Piauí, explica que as principais produções do estado são soja, milho, feijão, arroz e sorgo. Nesse balanço, a participação do agronegócio empresarial chega a 90%, com 4 milhões de toneladas de grãos, sendo que desse total, a soja é responsável por 50% da produção. Já a participação do pequeno produtor e agricultura familiar gira em torno de 10%, onde se destacam a produção de milho e feijão.

Segundo Lívio, o resultado é para ser comemorado. O Piauí é uma importante fronteira agrícola do País e o Governo do Estado apoia a atividade, incentivando os investimentos e atraindo novos empreendedores, buscando melhorar a infraestrutura e ainda faz interlocução com órgãos financiadores.

Avaliação do IBGE sobre os destaques da lavoura temporária para 2019

Soja: previsão de colheita de 2,32 milhões de toneladas, cerca de 6% a menos que a safra de 2018, mesmo registrando-se um aumento da área colhida em relação ao ano anterior, de aproximadamente 7,7%. A redução da safra foi basicamente em razão de problema climático de redução do volume de chuvas, no período de dezembro/2018 a janeiro/2019, comumente conhecido como “veranico”.

Milho: previsão de colheita de 1,84 milhão de toneladas, cerca de 21,30% a mais que a safra de 2018, apesar de ter se verificado uma pequena redução da área colhida de aproximadamente 2,3%. O aumento da colheita do milho deveu-se em grande parte ao chamado milho “safrinha”, que não foi afetado pelo “veranico” e teve sua produção aumentada em 305,28% em relação ao ano anterior, passando de 89.463 toneladas em 2018 para 362.580 toneladas em 2019;

Feijão: previsão de colheita de 80,2 mil toneladas, cerca de 14,6 % a menos que a safra de 2018, onde a queda deveu-se em grande parte a uma redução de área plantada da ordem de 17%.

Arroz: previsão de colheita de 78,47 mil toneladas, cerca de 28,25% a menos que a safra de 2018, em razão de queda na área plantada de arroz da ordem de 28%. Os produtores têm abandonado o plantio do arroz em razão do produto ter uma dependência muito grande da regularidade do regime de chuvas. O IBGE aponta que Piauí já chegou a produzir 271 mil toneladas em 2011, cerca de 245% a mais do que está previsto para 2019. Em termos de área colhida, o Piauí já chegou a ter 146.297 hectares em 2011, aproximadamente 216% a mais que a previsão para este ano, que é de 46.253 hectares.

Castanha de caju: previsão de colheita de 25.068 toneladas, uma pequena redução 0,44% em relação à safra obtida em 2018, apresentando também uma redução de área colhida da ordem de 8,03%. É interessante destacar a expressiva queda na safra da castanha de caju nos últimos anos, haja vista em 2011 ter se registrado a maior produção dos últimos 10 anos, quando atingiu 45.773 toneladas, o que em relação à safra de 2019 representa uma queda de aproximadamente 55%. No tocante à área colhida, em 2011 registrou-se uma produção em 171.525 hectares, enquanto em 2019 a produção foi em 69.387 hectares, o equivalente a uma queda da ordem de 40%. De acordo com o IBGE, a produção de castanha de caju no Piauí tem caído em razão da redução sistemática da área plantada, provocada principalmente pelo envelhecimento dos pomares.

 

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