02/10/2019 às 14h22min - Atualizada em 02/10/2019 às 14h22min

Agespisa não cumpre acordo e população de Parnaguá continua sofrendo com a falta d'água

Moradores pagam R$ 60 reais por 1.000 litros de água a particulares

Viviane Setragni
Portal Corrente
Foto: Portal Corrente
Os moradores do município de Parnaguá continuam sofrendo com a falta de abastecimento d'água nas residências. Desde o mês de junho, a população da cidade que já teve a maior lagoa do Piauí, a lagoa de Parnaguá, vem sendo penalizada com a má prestação do serviço, embora a maioria continue recebendo os talões de cobrança por um serviço mal prestado, ou na maioria dos casos, não prestado. Há meses não é possível tomar banho normalmente, lavar a louça em uma pia, lavar a roupa ou até cozinhar,  como acontece em qualquer residência que paga pela prestação do serviço essencial.
 

No dia 28 de agosto uma manifestação realizada na PI 255 chegou a bloquear a passagem de veículos na entrada do município por várias horas. Indignada, a população tentou chamar a atenção das autoridades para o problema, que interfere no dia-a-dia de toda a comunidade. Reféns de caminhões-pipa, os moradores aguardam pacientemente por vários dias pela chegada do veículo da prefeitura e, como não é possível atender a toda a população em tempo hábil, são obrigados a pagar por alguns litros de água aos particulares que prestam o serviço e lucram com o sofrimento.

Antes disso, no dia 23 de agosto,
representantes da Agespisa e da prefeitura de Parnaguá já estiveram sentados na sede do Ministério Público assumindo vários compromissos, como ter providenciado as documentações necessárias para instalação elétrica, pela Empresa Equatorial, dos terrenos onde se encontram 3 poços já perfurados nas localidades Ponta da Serra, Aeroporto e Riacho do Oco, assim como a obtenção da licença ambiental junto à SEMAR/PI. A empresa também deveria ter feito a interligação de dois poços perfurados pela AGESPISA em propriedade particular e, com urgência, ter providenciado um carro-pipa para ajudar na realização do abastecimento do município.   Outro compromisso assumido junto ao MP foi a suspensão da cobrança da taxa de água.
 

Segundo a população que entrou em contato com o Portal Corrente, nenhum dos compromissos assumidos foram cumpridos. "Não tem nenhum caminhão-pipa da Agespisa fazendo o abastecimento aqui, somente dois caminhões da prefeitura, ou os carros particulares que cobram R$ 60 reais por uma caixa de 1.000 litros. A gente continua sem água na rede e ainda tem a cobrança pelo serviço que não é prestado", denuncia um morador do bairro Belém. 

O Ministério Público enviou, no dia 30 de setembro, ofício à Agespisa e à prefeitura de Parnaguá requisitando informações e providências.







 
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