09/10/2019 às 14h50min - Atualizada em 09/10/2019 às 14h50min

Eleição unificada para conselheiros tutelares são marcadas por grande votação e tumultos no Extremo-Sul do Piauí

A promotora de Corrente falou sobre as principais dificuldades enfrentadas

Viviane Setragni
Portal Corrente
Tumulto próximo à seção de votação em Sebastião Barros (foto: redes sociais)
As eleições unificadas para eleger os novos membros para os Conselhos Tutelares dos municípios, realizadas no último domingo (6),  foram marcadas pela grande presença de votantes, apesar de facultativa, tumultos e confusões em todo o país. No Extremo-Sul do Piauí não foi diferente; em Sebastião Barros a votação foi até as 23h, em Cristalândia houve grande tumulto e confusão, em Monte Alegre as eleições foram "à moda antiga", em Corrente até vereador furando a fila teve.

No geral, o grande comparecimento de eleitores foi a grande surpresa do processo. A disputa, na maioria das cidades, teve aparência de eleições municipais e boatos de compra de votos e candidatos levando eleitores surgiram em várias redes sociais. Os eleitos já são vistos como pretensos candidatos praticamente eleitos a vereadores nas próximas eleições municipais, o que gerou muitos debates e críticas da comunidade, já que os novos conselheiros eleitos deverão primar pela garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, função que nada tem a ver com política.

A organização dessas eleições ficaram a cargo dos Conselhos Municipais dos Diretos da Criança e Adolescente de cada município brasileiro, com a fiscalização do Ministério Público.

A promotora de justiça Gilvânia Alves Viana, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Corrente, falou ao Portal Corrente sobre o processo. "Aqui na comarca de Corrente acompanhei desde abril de 2019 o início do processo, sempre realizando reuniões com os presidentes do CMDCA e depois com as comissões eleitorais, que foram escolhidas pelo CMDCA. A quantidade de urnas locais de votação foram semelhantes à  eleição de 2015, em que não houveram problemas. Não se esperava uma participação popular tão grande quanto aconteceu no domingo!".

Ela explicou ainda que os municípios tiveram dificuldade de arregimentar os mesários para as seções de votação, pois vários servidores públicos se recusaram a participar, mesmo com a concessão de folgas. "Fica a lição para a próxima eleição. As dificuldade encontradas já foram reportadas ao nosso Centro de Apoio da Infância e Juventude que levará as demandas ao Conselho Estadual e Conselho Nacional de Defesa da Infância e Juventude, para que os problemas ocorridos não se repitam nas próximas eleições", pontuou.


 
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