24/10/2019 às 16h17min - Atualizada em 24/10/2019 às 16h17min

Equipe dos EUA avalia como positivo trabalho do Piauí sobre síndromes neuroinvasivas

Técnicos do CDC conhecem de perto o trabalho realizado no estado em relação às doenças neuroinvasivas.

Redação CCOM

Uma equipe de neuroepidemiologistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), técnicos da Coordenação Geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi), visitaram, nessa quarta-feira (23), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), para conhecer o programa de vigilância das encefalites virais e outras síndromes neuroinvasivas.

O programa foi implantado em 2013, em Teresina, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, Fundação Municipal de Saúde e com o Instituto Evandro Chagas e ganhou destaque nacional e internacional, ao detectar os primeiros casos do país de encefalite causados pelo vírus do Nilo Ocidental e ao demonstrar que os vírus da dengue, zika e chikungunya são os principais causadores de doenças neurológicas, ao infectarem o sistema nervoso.

Uma das maiores autoridades científicas do mundo sobre síndrome de Guillain-Barré e encefalites virais, o médico James Sejvar, do CDC, explica que o programa realizado no Piauí serve de modelo para implantação em outras regiões do país. “O principal motivo da vinda a Teresina é para tentar investigar uma forma da doença que afeta o cérebro e o sistema nervoso, e a principal causa é a transmissão pelo mosquito, e com a Secretaria de Estado da Saúde estamos investigando as causas da doença para buscar maneiras de prevenção. Podemos avaliar o sucesso desse projeto, avaliando o impacto da redução da doença causada pelos mosquitos e estamos trabalhando, investigando os casos para tentar trabalhar na redução. E por meio desse esforço de colaboração estamos unidos com o foco na prevenção de doenças”, destaca Sejvar.

“É motivo de orgulho receber esse reconhecimento de autoridades de saúde do âmbito nacional e internacional que é fruto da união de esforços das equipes de saúde. Esse programa de vigilância teve inicio em 2013 e foi ganhando mais parceiros e melhorando as ações desenvolvidas. Nossos resultados, que foram pioneiros no país, mostram que os vírus transmitidos por mosquitos tem um papel importante como a causa de doenças neurológicas, as infecciosas ou pós-infecciosas do sistema nervoso. Daí a necessidade do avanço nos estudos para poder serem trabalhadas ações de prevenção”, explica o médico neurologista do Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela e da Fundação Municipal de Saúde, Marcelo Adriano.

Herlon Guimaraes, superintendente de Atenção Primaria da Sesapi, fala do destaque que o Piauí vem recebendo em relação aos acompanhamentos dos casos. “Com o trabalho que vem sendo realizado pelos profissionais de saúde, o Piauí começa a despontar na área de pesquisa para identificar e realizar estudos em relação à prevenção das doenças, oferecendo, assim, uma melhor assistência à população piauiense”, conclui o gestor.

Nesta quinta-feira (25), a equipe visita as instalações da FMS, o Hospital de Urgências de Teresina (HUT), o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, o Hospital Universitário da UFPI, Hospital São Paulo e o Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Costa Alvarenga.


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