23/01/2020 às 08h56min - Atualizada em 23/01/2020 às 08h56min

Reunião na Alepi discute a aplicação de US$ 15 milhões no Matopiba

Coordenador diz que criaram falsas expectativas sobre a região

Redação
Com a presença de representantes dos estados da Bahia, Maranhão e Tocantins, o Piauí sediou na manhã desta quarta-feira (22), na sala de reuniões da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, o primeiro encontro do Consórcio Matopiba em 2020, que marcou o início da discussão sobre a aplicação dos recursos do financiamento, da ordem de US$ 15 milhões, assinado pelo Banco Mundial para investimentos na região.

O coordenador do Matopiba afirmou que, na prática, a região ainda não engatou. Segundo César Rarum, que é secretário de Agricultura de Tocantins, os problemas como os de estradas e infraestrutura permanecem. 

“Criou-se uma expectativa falsa. Todo mundo ficou achando: agora tem tudo. Mas não se cuidou dos problemas do Matopiba, que seria regularização fundiária, rodovias, infraestrutura de transporte, crédito, de seguro rural. Todos esses problemas continuaram sem uma solução”, afirmou.



“O que nós estamos fazendo é unindo os quatro secretários de agricultura dos estados do Matopiba, utilizando o nome forte que temos, para começar a vender os nossos produtos anunciando que o Cerrado cresce com sustentabilidade”, ressaltou o coordenador.

Rarum acrescentou que o Matopiba trabalha agora com um financiamento ao fundo global de desenvolvimento sustentável.

“Para que a gente possa desenvolver a cadeia produtiva da carne sustentável, valorizando assim o nosso produto”, finalizou.

A secretária do Agronegócio e Empreendedorismo do Piauí, Simone Pereira, disse que o estado vai levantar os principais gargalos da região. "A gente sabe que hoje o maior problema é estrutural. Nós temos a liberdade de cada estado fazer seu diagnóstico e montar seu próprio projeto e depois a gente condensar tudo isso num projeto só. Logo após essa reunião, os técnicos da Secretaria do Agronegócio vão percorrer a região do Matopiba para que a gente possa estabelecer qual a prioridade. Problema são muitos, mas a gente tem que estabelecer as prioridades. A gente sabe que energia e estrada para escoamento da produção são realmente os pontos mais importantes,  mas a gente precisa ouvir quem está lá para que a gente possa decidir qual será a prioridade dentro desse projeto que a gente vai apresentar ao Banco Mundial”, adiantou a secretária.

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