11/09/2020 às 13h40min - Atualizada em 11/09/2020 às 13h40min

Empresa de familiar de Quintino Borges foi uma das beneficiadas com aquisições sem licitação durante gestão interina de Gibués

Auditoria encontrou depósito feito antes mesmo da assinatura dos contratos

Viviane Setragni
Portal Corrente
A empresa Joelson de Sousa Borges EPP, com sede no município de Monte Alegre do Piauí, foi beneficiada por dois contratos com dispensa de licitação com a Prefeitura Municipal de Gilbués, durante a gestão do prefeito interino Paulo Henrique Mascarenhas, o Maninho. 

Um dos contratos, de nº 025/2020, previu a contratação da empresa para a perfuração de um poço artesiano, orçado em R$ 99.907,06, assinado no dia 22 de julho. O outro, de nº 026/2020,  para a pavimentação urbana em paralelepípedo, no valor de R$ 49.368,26, assinado no dia 23 de julho. Os dois contratos, juntos, somam R$ 149.275,32 (Cento e quarenta e nove mil, duzentos e setenta e cinco e trinta e dois centavos).

Chama atenção o primeiro pagamento efetuado à empresa, no dia 15 de julho, uma semana antes da assinatura de qualquer um dos contratos, no valor de R$ 98.271,54. Os outros pagamentos foram feitos em 28 de julho, um no valor de R$ 50.000,00, e outro no valor de R$ 20.000,00, ambos no mesmo dia e um novo pagamento no valor de R$ 29.368,26, no dia 6 de agosto. O valor total pago à empresa foi R$ 276.915,12 (duzentos e setenta e seis mil, novescentos e quinze reais e doze centavos), valor 85% superior a  mais que o valor contratado.

Moradores da cidade afirmam que Joelson Borges, o dono da empresa beneficiada com os dois contratos, seria primo do pré-candidato a prefeito de Monte Alegre, Quintino Borges, ex-secretário executivo da Secretaria de Educação do DF, investigado por irregularidades na gestão da merenda escolar.

Conforme matéria veiculada em 28 de julho, Quintino Borges esteve pessoalmente com Paulo Henrique Mascarenhas, acompanhado por outras lideranças de Monte Alegre, manifestando apoio político ao prefeito interino.

 
A OBRA

Outro ponto relevante, que chamou atenção dos auditores que analisam o período da gestão interina do município, que teve a duração de 63 dias, foi o valor contratado para a perfuração de um único poço, 
R$ 98.271,54. A empresa que executou a obra foi terceirizada, tendo sido executada pela empresa Patrol Poços, conforme imagem feita no dia da perfuração.
 
 

Já a Secretaria Municipal de Obras constatou que a pavimentação realizada contemplou a frente da delegacia, onde um trecho foi pavimentado, e manutenção em outros 5 pequenos trechos da cidade. 


 
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