17/10/2020 às 10h51min - Atualizada em 17/10/2020 às 10h51min

Após reunião com o COE, governador determina ações para diminuir disseminação da Covid-19

Será montado um relatório para implantar ações específicas por região e reforçada atenção junto a partidos políticos

Viviane Setragni
Portal Corrente

O governador Wellington Dias reuniu, nesta sexta-feira (16), em ambiente virtual, o Comitê de Operações Especiais (COE) Ampliado, para discutir novas medidas de controle ao coronavírus. O chefe do executivo estadual determinou à Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) que volte a atenção para São Raimundo Nonato, onde a ocupação de vagas na UTI chegou a 100% nesta sexta-feira. Em Teresina, os números indicam estabilidade nos casos e mortes pela Covid-19. Dias solicitou ao COE um relatório detalhado indicando quais municípios registram maiores índices de infecção pelo coronavírus. A ideia é planejar medidas específicas e isoladas para as áreas mais críticas.

Como ações imediatas, o Comitê Ampliado definiu que os partidos políticos devem ser convocados para reunião com representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público e Vigilância Sanitária, para reapresentação do regramento a ser cumprido pelos candidatos e coligações nas atividades de campanha. Os juízes eleitorais serão orientados a exercer o poder de polícia para garantir as restrições higiênico-sanitárias. As instituições representadas no COE Ampliado, foram desafiadas a massificar informações de alerta à população, quanto ao risco que a covid-19 ainda representa e da necessidade de manter os cuidados como uso de máscara, distanciamento e isolamento social.

Dados apresentados na reunião mostram que a média de óbitos pela Covid-19 no Piauí, subiu 18% nas últimas duas semanas, gerando preocupação nas autoridades. Em números absolutos, a média de mortes passou de 9,8 para 10,3 por dia, no intervalo de uma semana. O entendimento é que a população relaxou nos cuidados e a fiscalização das medidas de segurança higiênico-sanitárias deve ser endurecida.

“Se a gente perde a capacidade de controle da transmissibilidade, ocupamos os leitos clínicos e de UTI, além do risco para as pessoas contraírem, temos o agravante de impedir o plano de dar andamento à fila de espera de pessoas que suspenderam cirurgias de outras doenças, causando um enorme prejuízo”, ressaltou o governador Wellington Dias.

Os dados mostram ainda que a média de casos confirmados da doença também cresceu. Foram 576 infectados por dia na última semana, contra 547 na semana anterior. Presentes ao encontro, membros do COE apontaram como possíveis causas do crescimento, as aglomerações de pessoas em eventos sociais e políticos, além do descumprimento das medidas higiênico-sanitárias. “Evitamos o cenário catastrófico de 33 mil óbitos estimados no início da pandemia, mas a doença não passou e estamos longe de uma situação de conforto. Não podemos ser apenas reativos e chegarmos ao ponto de lotar nossa rede de saúde. Precisamos de medidas restritivas especialmente nas reuniões políticas”, pontuou o diretor do Hospital Natan Portela e médico infectologista José Noronha, membro do COE.

Os excessos verificados após o início da campanha eleitoral foram destaque na discussão. Tanto a justiça eleitoral como o Ministério Público entendem que partidos e candidatos precisam respeitar o regramento sanitário que proíbe grandes aglomerações. “Vemos com preocupação esse crescente número, verificado depois que iniciou o processo de propaganda. Os políticos lideram mas não têm como conter a força do eleitorado. Estamos vendo passeatas, carreatas, onde o uso de mascara é desprezado. Candidatos também abraçam eleitores, coisa inadequada”, alertou o vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Erivan Lopes.

“Talvez medidas drásticas sejam necessárias. Buscar formas alternativas dos candidatos levarem sua ideias e propostas ao seu eleitorado, para não termos de tomar medidas de restrição a atividades econômicas, como já houve no primeiro semestre”, considerou o procurador regional eleitoral, Leonardo Carvalho.

“Creio que possamos construir as soluções para reverter este quadro e seguir com as atividades econômicas, sociais e educacionais”, declarou a procuradora-geral de justiça, Carmelina Moura.geral de justiça, Carmelina Moura.

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