15/01/2021 às 09h03min - Atualizada em 15/01/2021 às 09h03min

Comissão Pastoral da Terra denuncia despejo de família indígena em Gilbués

Portal Corrente; com informações da CPT

O site da Comissão Pastoral da Terra publicou uma matéria no final da tarde desta quinta-feira (15) denunciando o despejo de uma família indígena em uma área de litígio no município de Gilbués. Segundo a reportagem, a família teria sido despejada de forma truculenta, e informações obtidas após a publicação dão conta de que até a casa da família teria sido incendiada.

Confira a reportagem:


Na tarde dessa quinta feira, 14 de Janeiro, Adaildo José Alves da Silva, indigena Gamela, trabalhava na sua roça enquanto sua companheira fazia o jantar no território Morro D'água, municipio de Gilbués-PI e por volta das 16h foram surpreendidos por uma ordem de despejo de autoria do juiz da Comarca de Gilbués. Bauer Souto dos Santos autor da ação, chegou na comunidade com a presença de um oficial de justiça acompanhado de policiais militares e outras pessoas. Chegaram na casa de Adaildo e impuseram-lhe o despejo. Ainda houve a destruição de cercas e retirada dos bens da casa da família.

"Eu tava na roça trabalhando quando escutei minha mãe gritar, passou tres caminhotes: a polícia militar, o Bauer mais a filha, um oficial de justiça ... e outros que eu não sei quem são. Eles trouxeram a ordem de despejo do juiz e eu fui obrigado a assinar. Acontece que isso foi de repente e eu não tenho como sair hoje de dentro da minha casa por causa das minhas coisas, mas eles disseram que tinha que desocupar hoje mesmo e que o oficial de justiça e a polícia ia ficar lá até sete horas e ai eu deixei meus meninos arrancando tudo lá pra levar pra casa da minha mãe, a gente ja tava fazendo até a comida, já eram quatro horas, ai teve essa desordem lá. 

Eu faço um apelo as autoridades e as leis federais que tomam de conta dessa parte, os juízes, pra ver qual o lado positivo... e como eu vou levar minhas coisas de uma hora pra outra se eu não tenho nem caminhonete nem caminhão? 

Agora eu vou perder a mandioca, o feijão,  eu não entendi não. Fica meu apelo para as leis , autoridade e amigos, advogados do Brasil, pra Funai, pra todo mundo."

Adaildo José Alves da Silva
 





 

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