09/03/2021 às 18h30min - Atualizada em 09/03/2021 às 18h30min

MP investiga secretária de Saúde de Parnaguá por furar a fila de vacinação

Vereadores chegaram a solicitar esclarecimentos, mas nunca receberam resposta

Portal Corrente; com informações do Portal GP1
A Secretária Municipal de Saúde, Josiane Rissi, aparece nessa foto tirada no 1ª dia de vacinação
O Ministério Público do Estado do Piauí ingressou com ação civil de improbidade administrativa e condenação por dano moral coletivo contra a secretária de Saúde do Município de Parnaguá, Josiane Therezinha Silveira Rissi e o motorista do SAMU, Aloisio Nicolau Costa, acusados de terem furado a fila da vacina contra a Covid-19. Josiane Rissi é esposa do ex-prefeito Miguel Omar Barreto Rissi, o "Miguelão", patrono político do prefeito Jondson Castro Fé, mais conhecido como "Alemão".

No dia 4 de fevereiro, um ofício assinado pelos vereadores Miguel Guida Sobrinho (professor Guida), Maria Helena Lustosa Santana, Roberto Carlos Ribeiro Rocha e Carlos Sebastião de Melo Pereira foi enviado à secretária municipal de Saúde, Joseane Rissi, solicitando informações sobre o número de vacinas recebidas pelo município, assim como a lista de vacinados. "Até hoje aguardamos a resposta", informa o vereador Miguel Guida. 



O senhor Aloísio, mais conhecido como Mestre Canseira, instrutor de capoeira e mestre de obras (1º da esq., aparece neste vídeo recebendo a dose da vacina

O parlamentar lembra que, na época em que aconteceu a vacinação, a inclusão do senhor Aloísio causou estranheza à comunidade, já que o mesmo não seria servidor da Saúde, embora o MP tenha mencionado, no procedimento instaurado, que ele seria motorista do SAMU. "Não temos notícia de que ele seja servidor da saúde, sabemos apenas que ele trabalhou como mestre de obras na construção do hospital de Parnaguá, que ele seja motorista é novidade. Mesmo porque, há muito tempo a ambulância do SAMU não funciona", comenta.

A notícia da vacinação da secretária também foi questionada. "Sabemos que essas vacinas deveriam ter sido destinadas exclusivamente para os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente, que estão expostos todos os dias no exercício da sua função, por isso solicitamos esclarecimentos", afirma.


De acordo com o Ministério Público, foram enviadas à Parnaguá 123 (cento e vinte e três doses) doses que deveriam ser aplicadas nos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao covid-19. Após reclamação recebida pela Ouvidoria do Ministério Público, foi instaurado "Notícia de Fato”,  para investigar denúncia de suposta vacinação em desrespeito à ordem prioritária estabelecida pela campanha de vacinação e requisitado informações à Secretaria Municipal de Saúde, onde foi confirmado a aplicação da vacina.



 
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