11/09/2014 às 17h01min - Atualizada em 11/09/2014 às 17h01min

Povoado da Mariana, zona rural de Corrente, enfrenta problemas com a estiagem

Gerente de Recursos Hídricos e Gerente de Análises Técnicas estiveram na região realizando uma avaliação

Ascom

A gestão municipal de Corrente não tem medido esforços para minimizar os impactos ocasionados pela seca na região. Em mais uma ação emergencial, o Gerente de Recursos Hídricos Osvaldo Rodrigues esteve na localidade de Mariana, zona rural do município, com o objetivo de verificar a rede de abastecimento. A Gerente de Análise Técnica da Superintendência de Meio Ambiente e Recursos Renováveis, Suele Nogueira, também acompanhou a visita e ouviu as queixas dos moradores, que declararam que o Rio Paraim está praticamente seco, deixando os criadores da região sem alternativa para oferecer água ao extenso rebanho bovino.

Segundo os relatos, diversos trechos do rio estariam sendo desviados irregularmente para as mais diversas finalidades, o que estaria causando a seca do seu leito. Suele Nogueira declarou que a Superintendência de Meio Ambiente vem realizando constantes trabalhos no leito do rio, como o fechamento dos desvios e desassoreamento, mas que parte da população insiste em usar de forma irresponsável o recurso.

Ainda de acordo com a Técnica, a SEMAR estará no município de Corrente realizando um levantamento das condições dos rios e que uma nova ação será planejada.

Quanto à rede de abastecimento, os moradores se queixam que há diversos pontos com vazamentos, como foi constatado por Osvaldo. “Esta rede foi mal feita e quando chove os canos chegam a ficar expostos”.


Rede de abastecimento mal feita deixa canos expostos com a chuva, ocasionando vazamentos

O Gerente de Recursos Hídricos também constatou que há mais de 500 bovinos bebendo água do poço, já que o rio Paraim está secando. “Temos aqui uma situação complicada. O rebanho da região é grande, mas não são apenas pequenos produtores rurais, temos criadores com condições financeiras que estão se beneficiando desta água que deveria ser utilizada apenas para consumo humano. Com este consumo, o reservatório nunca chega a encher, fazendo com que o motor fique ligado praticamente o dia todo”.

A situação será levada para discussão junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, que irá avaliar a situação da região e definir uma estratégia de ação. “Está claro que há várias ações a serem desenvolvidas, como a construção de barragens comunitárias para o gado e a reforma da rede de abastecimento. Mas em caráter de urgência, será necessária uma intervenção no leito do rio, como já tem sido realizado em outros pontos acima”, colocou.                                                                              


Água do único poço da região vem sendo utilizado para mais de 500 bovinos


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