24/04/2015 às 18h19min - Atualizada em 24/04/2015 às 18h19min

Dilma Rousseff assinará decreto criando a região do "Matopiba"

Solenidade está prevista para acontecer em Brasília com a presença dos governadores dos 4 estados

Cidade Verde

A presidente Dilma Rousseff vai assinar no próximo dia 30 deste mês o decreto criando a região do Matopiba (sílabas iniciais que representam os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O anúncio foi feito pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. A solenidade está prevista para acontecer em Brasília com a presença dos governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e da Bahia, Rui Costa (PT). 

Com o decreto, Dilma Rousseff estará delimitando a área e apresentando todos os seus potenciais. O Matopiba é uma das últimas regiões agrícolas do mundo em expansão e sem desmatamento.

É uma das regiões que mais crescem com o agronegócio e sofre com a falta de infraestrutura de energia e estrada.

De acordo com a ministra a presidenta Dilma deve publicar no dia 30 de abril – em cerimônia com os governadores dos estados que integrarão a região.

“É uma região que [a presidenta] tem um olhar e uma atenção muito especial. Nós estamos observando o Matopiba, uma transferência de pecuária para a agricultura”, explicou Kátia Abreu. A pecuária na região, em função do maior emprego de tecnologia, tem ocupado espaços cada vez menores, proporcionando a ampliação da área de produção de grãos. Os estudos para a criação da área e avaliação das potencialidades estão sendo realizados pela Casa Civil e pela Embrapa, além do Mapa. Um dos objetivos, é atrair para a Matopiba investimentos nacionais e estrangeiros.

“É a última fronteira agrícola, vai ter a oportunidade de nascer e crescer com o apoio do Estado”, afirmou a ministra. Segundo ela, a política não será de protecionismo, mas de apoiar o desenvolvimento da região por meio de investimentos em logística, infraestrutura e fornecimento de energia.

Outra preocupação, explicou Kátia Abreu, é que o crescimento econômico da região represente também prosperidade para as populações locais. 
“De 40, 45 anos para cá, as regiões de agricultura cresceram, prosperaram, mas foi observado uma permanência no ‘status quo’ da população local.

Vêm os produtores com ‘know-how’, implantam uma grande tecnologia, produzem uma grande riqueza, mas os nativos ficam à margem desse crescimento.” Com a iniciativa, o governo objetiva apoiar também os produtores locais e ampliar a classe média rural.

 


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