24/12/2015 às 16h50min - Atualizada em 24/12/2015 às 16h50min

Com parecer do TCE, deputados querem suspender terceirização

Comissão de parlamentares será formada para tentar convencer o governador da inviabilidade da prática

Alepi

O deputado Marden Menezes (PSDB) disse na sessão do dia 22 que vai pedir uma audiência ao governador Wellington Dias (PT) quando os trabalhos da Assembleia Legislativa forem reiniciados para tratar da suspensão definitiva dos contratos de terceirização que a Secretaria de Saúde do Estado vem fazendo com empresas do terceiro setor para a administração de hospitais públicos, como o Justino Luz, em Picos, e o Tibério Nunes, em Floriano.

Ele disse que uma comissão de parlamentares será formada para tentar convencer o governador da inviabilidade desta prática,

constatada em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado atendendo requerimento de sua autoria, também assinado pelos deputados Doutor Pessoa (PSD) e Rubem Martins (PSB).

“Está provado pelos técnicos do TCE que a terceirização aumenta os custos do funcionamento do Hospital Regional de Picos. Isso é uma privatização camuflada, pois acaba com o concurso público que os jovens profissionais tanto almejam, acaba com a licitação para a compra de equipamentos, medicamentos, insumos e até do material de limpeza. A empresa terceirizada compra de quem quiser, quando quiser, ao preço que quiser, sem dar satisfação a ninguém. E ainda acaba com a transparência, pois os hospitais não serão fiscalizados”, disse ele.

Marden disse ainda esperar que o TCE, como órgão sério e técnico que é, tome as providências para evitar ou mesmo cancelar o contrato que já foi feito com a IGH, uma empresa baiana que tomou conta do Hospital Regional de Picos e está fazendo tudo do jeito que quer. “O TCE tem autoridade para fazer isso, uma vez que a auditoria provou que a terceirização foi feita de forma açodada, precipitada, sem o conhecimento de ninguém, passando por cima das leis”, acentuou.

Em aparte os deputados Rubem Martins (PSB) e Pablo Santos (PMDB) afirmaram que a sociedade de Picos se posicionou contrária à terceirização e cada vez mais aumentam as reclamações dos servidores, já tendo ocorrido até mesmo agressão a um médico na semana passada. Também relataram que estão sendo contratadas pessoas da Bahia para os cargos de direção e que os funcionários está sendo perseguidos.



Durvalino Leal - Edição: Katya D'Angelles


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