11/01/2019 às 12h49min - Atualizada em 11/01/2019 às 12h49min

Aprosoja cobra retomada de obras da Transcerrado no Piauí

Aprosoja

Agricultores ligados à Associação dos Produtores de Soja e Milho do Piauí (Aprosoja PI) reuniram-se com o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PI), Castro Neto, e com a superintendente das Parcerias Público-Privadas (PPP) do Estado, Viviane Moura, para discutir a retomada das obras em rodovias no Estado.

O encontro ocorreu na última quarta-feira (9/1), em Teresina, e teve a participação do novo presidente da Aprosoja PI, Alzir Neto, e do diretor executivo da entidade, Rafael Maschio.

Castro Neto (de terno) recebeu a Aprosoja PI

A Aprosoja-PI cobra a retomada das obras licitadas pelo Estado ainda em 2013 (1o trecho da PI-397/Transcerrado, de 117 km, e dos 16,5 km da PI-392, na subida da Serra Grande). A entidade também quer a construção de uma base de asfalto em cerca de 30 km na Transcerrado (PI-397) para evitar os atoleiros na rodovia.

“Esta é uma solução mínima já identificada pela Aprosoja-PI e DER-PI para que seja garantida a trafegabilidade e o transporte de grãos e insumos”, destaca o presidente da entidade Alzir Neto.

Segundo a Aprosoja, toda a parte técnica destes projetos está pronta, mas esbarram na falta de “priorização e garantia” dos recursos para a execução por parte do executivo estadual.

Conforme informações colhidas no portal do governo do Piauí, a superintendente Viviane Moura lembrou que o governo local já trabalha com modelagens que podem ajudar a minimizar os desafios relacionados ao modal de transporte rodoviário na região sul do Piauí.

“Uma delas é uma empresa privada assumir a construção, operação e manutenção, por meio de Parcerias Público-Privadas, da rodovia Transcerrados”, disse a gestora.

Ainda segundo o portal, outra sugestão apresentada é “criar uma sociedade de propósitos específicos para que o governo, em parceria com o setor privado, em especial os produtores, implantem a rodovia 392”, explicou Alzir Neto.

O empresário reforçou que o maior problema para os produtores é a falta de infraestrutura de estradas. “São rodovias intrafegáveis, que boa parte das empresas de transporte não querem mais ir e aí acabamos tendo um custo a mais quando vamos atender determinada região no Piauí, é como se eles cobrassem bandeira dois para fazer o transporte”, explicou Neto ao portal do governo do Piauí.

Demandas em pauta

Também na quarta-feira os sojicultores se reuniram com o senador eleito Marcelo Castro (MDB) e reforçaram o convite para que o parlamentar participe das reuniões da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. No mesmo dia, a Aprosoja esteve com o diretor do Instituto de Terras do Piauí (Interpi), Hebert Buenos Aires, para discutir o aprimoramento do instituto e a nova lei de regularização fundiária.

Na última terça-feira (8/1), a nova diretoria da Aprosoja-PI entregou um documento ao presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Themístocles Filho (MDB), com sugestões de políticas públicas para o Estado.

Durante o encontro foram tratados temas como segurança no campo, questão ambiental e tributária, defesa vegetal, dentre outros temas de interesse da sociedade.

Participaram da reunião o deputado estadual João Madison (MDB), o deputado federal Marcos Aurélio Sampaio, o presidente da Aprosoja-PI, Alzir Neto, o vice presidente Mikhail Laginski e o diretor executivo Rafael Maschio.

Na próxima segunda-feira (14/1) os representantes dos sojicultores devem se reunir com o governador Wellington Dias para cobrar a aplicação destes recursos nas rodoviárias que transportam produtos agropecuários produzidos no Cerrado.


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