26/03/2013 às 10h05min - Atualizada em 26/03/2013 às 10h05min

Vereadores questionam Secretário de Infraestrutura Narciso acerca do lixo, recuperação de estradas e ponte do Calumbi

Atitudes urgentes são solicitadas pelos vereadores

Portal Corrente

 

O secretário de Infra Estrutura, Transito e Meio Ambiente, Narciso Amaral, esteve presente na Sessão da Câmara desta segunda-feira, 25/03, convocado por requerimento na última sessão.

O secretário deu algumas breves explicações acerca do lixo, das recuperações das estradas e da ponte do Calumbi. O vereador Salmeron iniciou os questionamentos perguntando acerca da quantidade de caminhões que fazem a coleta hoje e sobre a possibilidade de haver coleta seletiva. O secretário respondeu que Corrente hoje produz 15 toneladas de lixo/dia, sendo que a licitação é para a coleta de resíduos sólidos para área urbana, não contemplando num primeiro momento o tratamento nem a reciclagem do material. A meta é incentivar a fundação de uma cooperativa para que se organize a reciclagem. Hoje o município opera com 5 veículos, sendo 1 da prefeitura e 4 particulares.

O vereador Dionízio questionou se o decreto de calamidade assinado em 3 de janeiro ainda estaria em vigência. Narciso colocou que sim, até que se conclua o processo licitatório. Voltando a fazer uso da palavra o vereador colocou que o problema do lixo foi o primeiro detectado  e questionou por que se demorou tanto para fazer o processo licitatório. Segundo o secretário,  o primeiro ofício encaminhado ao prefeito foi acerca do lixo. Num primeiro momento até 140 pessoas estiveram envolvidas no mutirão e até 13 veículos participaram do processo, que ainda assim não foi suficiente para limpar toda a cidade.

Dionízio Jr. colocou então que uma lei de 2010 proíbe a criação de novos lixões e questionou se há alguma diferença na criação deste novo lixão, se foram seguidos os procedimentos técnicos e de que forma foi adquirido o terreno, pois a aquisição do mesmo deveria obrigatoriamente ter passado pela aprovação do plenário da Câmara.  Segundo Narciso, a prioridade foi escolher um terreno adequado, observando a questão da distância , assim como do impacto visual. O vereador voltou a questionar sobre a legalidade da aquisição do terreno, sendo que o secretário respondeu que acredita que a aquisição deve estar baseada nos trâmites legais, considerando o decreto de calamidade.

Já o vereador Kadika, fazendo uso da palavra, questionou acerca da assistência ao funcionário que sofreu o acidente na obra da ponte do Calumbi. O secretário respondeu que foi dada toda assistência, tendo ele levado o mesmo ao médico particular e posteriormente ao hospital para ser enfaixado corretamente, sendo que sua assistência continua sendo feita.

Kadika também questionou sobre a pavimentação, quando Narciso respondeu que não há uma data, pois a prefeitura estaria inadimplente, ficando impedida de receber recursos oriundos de emendas parlamentares, visto que o FPM seria suficiente apenas para efetuar a folha de pagamento do município.

O vereador Luiz Augusto colocou que foi publicado no Diário Oficial um contrato de 171 mil reais para prestação de serviços de mão de obra, sendo que o secretário esclareceu que a empresa contratada não conseguiu reunir os requisitos básicos para cumprir o contrato, não chegando nem mesmo a ser utilizada. O vereador questionou então acerca da aquisição do terreno, sendo que o secretário declarou que a questão legal foge ao seu conhecimento. Luiz Augusto falou então acerca da COSIP, alertando o executivo sobre o assunto e Narciso enfatizou que considera o caso um roubo à sociedade.

Já o vereador Gilmário solicitou que haja uma iniciativa mais rápida na resolução dos problemas urgentes nas estradas do interior, assim como na manutenção dos poços e caixas d’água.

O vereador Salmeron perguntou sobre o prazo para a entrega da ponte do Calumbi,  quando o secretário respondeu que levará cerca de 15 dias para a solução do problema.

O vereador Toni colocou que todos os gestores que assumiram a cidade, por pior que ela estivesse sempre deram conta de resolver os problemas. O vereador questionou então por que nao foram retirados os entulhos de toda a cidade, assim como por que não são utilizados caminhões maiores para fazer a coleta, sendo que Narciso respondeu que primeiramente foi feita a capina e regularizaram o recolhimento, ficando poucos pontos sem recolhimento. Já sobre os veículos esclareceu que as laterais foram aumentadas para aumentar a capacidade, e que na licitação o exigido é que os caminhões seja impermeabilizados, cobertos com lona e proteções na laterais, já que financeiramente é o que temos condições de exigir. Sobre a ponte o vereador criticou a demora e afirmou que uma medida paliativa deveria ter sido tomada, já que mais de 100 famílias dependem  da ponte. Narciso respondeu que não concorda e que a responsabilidade é sua, inclusive criminal. Sobre a demora, declarou que a instabilidade do solo, mais as dificuldades técnicas e financeiras contribuíram para a demora.

A vereadora Valéria questionou se a licitação é feita por veículos ou para coleta toda, e o secretário respondeu que para a coleta toda e que a prefeitura sugere 4 veículos. A vereadora declarou então estar preocupada com a possibilidade de as empresas que participarem da licitação não aceitarem as condições.

Posteriormente Valéria fez um pedido veemente: “sabemos da sua intenção de querer fazer as coisas de forma mais correta possível, mas discordo com relação a algumas situações como as estradas, por exemplo. Há lugares extremamente perigos, que colocam em risco nossas vidas e nossos veículos, que são uma necessidade. Precisamos de paliativos urgentes, secretário. Não dá mais para esperar!”.

O vereador Edilson questionou o que será feito para coibir o deposito do lixo que está sendo feito de forma ilegal na saída do Boqueirão, e o secretário respondeu que a aquisição de containeres, através de licitação e colocado em pontos estratégicos da cidade seriam uma solução para que os comerciantes depositassem o lixo. O vereador solicitou então que seja feita a manutenção na “saída do Edimar”, onde o secretário respondeu que após o termino das chuvas será feita. Sobre a licitação, o vereador questionou se não for concluído o processo por falta de empresas o que será feito e o secretário respondeu que a discussão será feita novamente e um novo processo será iniciado.

O vereador Joabe lembrou então acerca do container que está localizado na Feira Municipal, que na verdade só piorou o problema, e solicitou uma atenção especial ao assunto.

 

 

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