02/08/2015 às 11h17min - Atualizada em 02/08/2015 às 11h17min

Três dias depois de sofrer grave acidente, comerciante é espancado por advogado

Paizão foi agredido física e moralmente dentro de seu próprio estabelecimento comercial. Advogado já possui diversas ocorrências por agressão

Portal Corrente

Por Viviane Setragni

Três dias após sofrer um grave acidente, saindo ileso, o comerciante Leandro Amaral Ribeiro, o Paizão,  foi vítima de espancamento na última sexta-feira (31/07), dentro de seu próprio estabelecimento comercial, localizado num dos pontos mais movimentados do Centro de Corrente. O agressor foi o advogado Francisco Wellington Silva Lopes, que já possui diversos casos de agressão registrados na cidade.

Paizão, que aluga o ponto há mais de 5 anos da família Ribeiro e teve o ponto solicitado,  conta que a agressão aconteceu por volta das 19h, momento em que abria o estabelecimento. “Ele chegou e me perguntou se a Iane (esposa dele) havia conversado comigo e eu disse que sim. Ele me perguntou se eu ia entregar o ponto no dia 15 e eu disse que tinha alugado um ponto, mas que ele precisa ser reformado e que eu não sabia dizer se estaria pronto até o dia 15, “se estiver pronto eu entrego”, eu falei.  Aí ele respondeu “Como é que é, você vai me entregar o ponto dia 15!”. E eu respondi novamente “dia 15 eu não consigo entregar, porque o novo ponto não vai ficar pronto”. Então ele falou “Você vai me entregar o meu ponto que é da minha mulher, seu moleque”, e já veio desse jeito. Eu lembrei ele que, pela lei, eu teria um prazo bem maior pois já estou no ponto há mais de 5 anos.

Foi aí que ele começou  com agressividade, colocou o dedo na minha cara, falando um monte de palavrões e começou a me empurrar e me agredir, eu cheguei a tentar me defender mas ele não parava. Teve um momento que ele me levantou no ar e me jogou no chão, e eu tentando me defender até que uma hora consegui me livrar da minha camisa e saí correndo, quando veio o pessoal do Mundo Real (loja próxima) e segurou ele. Na frente de todo mundo ele começou então a gritar aquele monte de palavrões, disse ainda que eu era um moleque e um “passa-fome”. Eu ainda respondi que era muito bonito que ele, um advogado que deveria defender a sociedade sair daquele jeito, falando palavrões e agredindo as pessoas. Advogado formado e tratando as pessoas desse jeito. Ele respondeu que eu ia sair do ponto, porque ele ia me botar pra fora”, relatou. No momento da agressão, o supermercado localizado em frente ao bar ainda estava aberto e diversos funcionários e clientes testemunharam a cena.

Paizão registrou a ocorrência na 10ª Delegacia Regional de Corrente (nº 119420.000354/2015-70).

O comerciante lembra que o advogado não é o proprietário do ponto, que estaria inventariado em nome de outro familiar da esposa do agressor. “Eu já havia comunicado que seria difícil entregar o ponto no dia 15, o que havia sido entendido, a princípio”.

Paizão afirma que entrará na justiça para pedir danos morais. “O que eu não entendo é como é que alguém que é formado pra defender as pessoas, um advogado, saia batendo e xingando com palavrões no meio da rua”, desabafa.

O referido advogado já possui diversas ocorrências de agressão no município, dentre elas dentro do próprio Juizado Especial, de onde foi conduzido pela Polícia Militar à delegacia, após ter ameaçado uma pessoa com arma branca (soco inglês); dentro do Campus da UESPI, onde agrediu um jornalista, além de diversas outras.

Ainda assim, embora a OAB Subseção Corrente e a OAB Seccional Piauí tenham conhecimento dos fatos, nenhuma medida foi tomada, nem mesmo pelo Conselho de Ética da instituição.


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