05/09/2018 às 21h19min - Atualizada em 05/09/2018 às 21h19min

Com grande participação popular, audiência pública para instalação da Usina Solar é realizada em São Gonçalo do Gurgueia

Representantes da ENEL do Brasil apresentaram o Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento

Ascom Prefeitura
O município de São Gonçalo do Gurgueia sediou, na noite desta terça-feira (4), uma Audiência Pública para apresentação e discussão sobre o Relatório de Impacto Ambiental referente à instalação da Usina Solar São Gonçalo,  empreendimento da empresa Enel Green Power Brasil, cuja construção terá início nos próximos meses.
 

A audiência foi presidida por Sérgio Landim, representante do Governo do Estado, e contou com a participação de uma equipe de profissionais da Enel, representada pelo coordenador de desenvolvimento da empresa, Ramiro Paulino; do biólogo André Bonfim, representando a empresa de consultoria Ambcon, responsável pelo estudo e elaboração do relatório de Impacto Ambiental; do prefeito do município de São Gonçalo do Gurgueia, Paulo Lustosa; do secretário estadual de mineração, Luiz Coelho, da deputada estadual Liziê Coelho, do representante do ICMBio, Antônio Batista, além de ampla participação da comunidade, incluindo vereadores do município, empresários e estudantes.
 

O prefeito Paulo Lustosa comemorou a instalação da empresa no município e reforçou o pedido para que seja contratada mão-de-obra local. “Nossa cidade tem uma grande parcela da população abaixo da linha da pobreza e a vinda da Enel será decisiva para a mudança da nossa realidade, o que nos deixa muito feliz e com grande expectativa!”, comentou.
 

O secretário estadual de Mineração, Luis Coelho, destacou o avanço das energias renováveis no estado do Piauí. “Sempre se propagou que o estado do Piauí é pobre, mas ele é muito rico, pobre era o pensamento dos gestores que não souberam explorar as nossas riquezas. Nosso potencial é tão grande que somente esse parque que será construído aqui em São Gonçalo produzirá energia equivalente a quase todo o consumo do nosso estado”, colocou.

O coordenador de desenvolvimento da Enel, Ramiro Paulino, explicou que a realização da audiência pública é a primeira fase da instalação da usina em São Gonçalo. “Nessa audiência será apresentado à comunidade um relatório minucioso, feito pela equipe técnica da Ambcon. Há 3 meses também já realizamos uma reunião com possíveis fornecedores no município de Corrente, que voltará acontecer aqui em São Gonçalo. O próximo passo será a emissão da Licença de Instalação, quando se dará início à construção da usina”.

 

Paulino apresentou um resumo da atuação da Enel no Brasil, que teve seu início no estado da Bahia e que hoje atua em diversos estados. “Mas com o potencial do Piauí o nosso eixo deixou de ser na Bahia para ser aqui, o nosso investimento está todo sendo feito aqui, graças também à disponibilidade do setor público em viabilizar os projetos de energias renováveis. Graças a esse entendimento coletivo é que o Piauí avança na produção de energia, tanto solar quanto eólica”, pontou.

O biólogo André Bonfim apresentou à comunidade o estudo de Impacto Ambiental, com o diagnóstico dos efeitos da instalação da usina no município.


“Primeiramente um dado muito importante a ser apresentado é que o Piauí é o estado com o maior índice de insolação do Brasil, ou seja, são registrados de 7h a 8h de luz solar por dia, o que lhe dá uma grande capacidade de produção energética”, colocou.

Bonfim explicou ainda detalhes técnicos relacionados à fauna, flora, características do solo, relevo, os impactos da instalação e as medidas mitigadoras dos possíveis impactos a serem tomadas pela empresa.
 
O engenheiro Fabiano Pagoto, responsável pelo projeto da usina, apresentou os dados técnicos do complexo. O projeto contemplará inicialmente a instalação de 9 subparques, em uma área de 1.131 ha, onde serão instalados mais de 1,2 milhões de módulos solares. A subestação coletora terá capacidade de 500 KV e a linha de transmissão terá a extensão de 40km, que conectará o sistema à Subestação Gilbués II, onde entrará no Sistema Interligado Nacional (SIN) para a distribuição aos consumidores. Quando entrar em operação, a usina terá  capacidade para geração de energia de 878 MW.

O sociólogo da empresa, Maurício Vasconcelos, informou que a implantação do projeto contempla um plano de sustentabilidade, onde, inicialmente, será priorizada a contratação de mão-de-obra local. A empresa também colocará em vigor um plano de desenvolvimento de fornecedores locais, através da realização de cursos e oficinas com o SEBRAE.

Também será posto em prática Programas de Educação Ambiental, de Comunicação Social e de Saúde da Comunidade e do Trabalhador, além de campanhas educativas. Uma Comissão de Acompanhamento do Empreendimento (CAE) será formada por pessoas de diversos seguimentos da comunidade.
A contratação de funcionários para as empresas parceiras, que executarão as obras da usina, será feita através do SINE, que irá se instalar provisoriamente no município nos próximos meses. A previsão para o início da obra é para o mês de outubro, com a execução das primeiras etapas, que incluem a limpeza da área e terraplanagem.

A instalação do canteiro de obras, efetivamente, começará em janeiro de 2019, com a construção dos acessos externos e internos, fundações e obras de drenagem.

Ao final da audiência, foram sanadas as dúvidas pelos presentes.

O Relatório do Estudo de Impacto Ambiental ficará disponível para consulta na prefeitura de São Gonçalo do Gurgueia.


 
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