09/10/2013 às 12h07min - Atualizada em 09/10/2013 às 12h07min

João Vicente Claudino concede entrevista ao Portal Corrente

Senador fala sobre a seca no estado, eleições 2014 e a filiação de Marcus Henrique no PTB

Portal Corrente

  

O senador João Vicente Claudino esteve em Corrente, na última sexta-feira (4), para participar da solenidade de filiação do diplomata correntino Marcus Henrique Paranaguá nas fileiras do PTB. Em entrevista ao Portal Corrente, o senador falou sobre a seca que assola o estado e as políticas emergenciais e à longo prazo para lidar com a situação, eleições 2014 e sobre a filiação de Marcus Paranaguá.

Portal Corrente: O Piauí vive no ano de 2013 uma seca terrível, seca esta que vem aumentando ano a ano, gradativamente. De que forma o poder público pode lidar com essa realidade e de que forma o piauiense poderia ser de fato assistido, diante do quadro cada vez pior que se consolida?

JVC: Eu divido a ação em dois pontos principais: nós temos que ter as medidas emergenciais, de toda natureza, mas temos que ter também as medidas de médio e longo prazo também; há que se ter um planejamento. Esta seca nos mostra uma radiografia muito forte de falhas na ação e na gestão das águas no estado. Falta uma política competente de gestão de água dentro do estado do Piauí, com essa visão de médio e longo prazo, para que a gente possa desenvolver parcerias com o governo federal, em programas específicos para o estado do Piauí e em programas também regionais, como agora mesmo, uma luta nossa, da grande maioria da bancada do estado, de incluir o Piauí na transposição do Rio São Francisco, para a região de São João do Piauí, São Raimundo Nonato e parte do semi-árido piauiense. Semana passada, o Ministro Bezerra, ao deixar o Ministério, assinou a autorização de licitação para o projeto. Nós precisamos ter esse projeto; apesar de ser uma fase burocrática, nós temos que vencê-la. Precisamos deixar uma estrutura de planejamento e gestão para que no futuro as gerações não tenham mais que conviver com um Piauí num estado de sofrimento. A seca vai continuar existindo; é uma situação que se prolonga e que tem efeitos tão danosos sobre a economia e sobre as pessoas. Tem ações que são prementes, emergenciais, pra hoje, mas nós também temos que nos precaver e pensar no futuro, a médio e longo prazo.

Portal Corrente: Corrente e o extremo sul do Piauí não estão incluídos na região semi-árida. Isso causa uma série de desvantagens para a região, que hoje vive nesta realidade. De que forma seria possível mudar essa classificação?

É necessária a comprovação da situação que se vive hoje. Numa seca tão prolongada, esse questionamento sobre a classificação de uma área na situação semi-árida tem que ser reavaliado, até pelos danos causados à economia e à estrutura aquífera do local. Corrente tem o seu rio que está na situação que está, o Rio Paraim na mesma situação, a Lagoa de Parnaguá, que na situação que está hoje é como se ferisse a alma do piauiense. Um reservatório importante para habitabilidade das pessoas, com qualidade de vida, e passa hoje por uma situação nunca imaginada. Devem então, serem cobrados e instigados, os órgãos que definem a classificação de áreas, e com a constatação in loco das áreas a serem reclassificadas, é sim possível uma alteração para a cidade de Corrente, assim como já aconteceu em outras regiões do Piauí e em outros estados. Há um equívoco nessa classificação e tudo isso é passível de uma reavaliação. Até mesmo os órgãos financiadores têm condições diferenciadas para as regiões que são semi-áridas.

Eleições 2014. Está confirmada aliança com Wellington Dias?

Sim,está confirmada. Nós temos esse entendimento, tanto o PT, quanto o PTB, o PP e os outros partidos que buscam afinar esse entendimento político para o ano de 2014. Agora nossa missão é difundir essa idéia nos municípios e nas lideranças municipais. Onde houver uma aresta a ser aparada, e é natural que haja, então que ela seja aparada para que haja esse entendimento, para que se consolide essa parceria política que passe a outro ponto, que eu acho mais importante, que é a visão de gestão, de governo, de planejamento de ação governamental. O grande papel de um político vai além de uma eleição; ele consiste em modificar uma realidade e só se modifica com idéias, com projetos, com propostas e é assim que nós temos que fazer. Em momentos passados nós vimos idéias que se presumiam válidas, importantes, mas que não tiveram bons resultados. Então é aprender com os erros, corrigi-los e projetar o Piauí num objetivo bem diferente.

Como o senhor avalia a filiação do diplomata Marcus Henrique Paranaguá no PTB?

Normalmente os partidos políticos buscam trazer para suas siglas outros políticos. Mas eu entendo que todo homem e toda mulher brasileira, independente de querer se filiar ou não, é um ser político em sua essência. Isso mostraram as manifestações no mês de junho, que não tinham seguimento, onde as pessoas, nas manifestações, levaram seus filhos, bebês de colo, participaram os idosos, o deficiente, o desempregado. A cobrança não foi unificada num discurso, ela foi seguimentalizada. Isso mostra a força e a capacidade política que o brasileiro possui. Nós nos sentimos prestigiados e fortalecidos, porque ingressa hoje no partido o Dr. Marcus Henrique Paranaguá, que possui uma linha de conduta reta e contribui muito para o Brasil, contribui muito com o seu estado e com Corrente, que é sua terra natal e sua paixão. O PTB se orgulha e se fortalece muito com sua filiação. É um quadro muito importante, independente de situações eleitorais, que contribui muito com o PTB e com o Piauí.

  

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