11/02/2015 às 19h21min - Atualizada em 11/02/2015 às 19h21min

Marcha das Margaridas reunirá população em prol da Segurança Pública em Corrente

Evento será coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais

Portal Corrente

A 5ª edição da Marcha das Margaridas já tem data marcada para ser realizada em Brasília. Prevista para os dias 10 e 11 de agosto, a estimativa é de que mais de 100 mil mulheres compareçam ao evento que faz parte da programação da Conferência sobre Mulheres Rurais da América Latina e Caribe no Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Com o objetivo de chamar a atenção para os problemas sociais da região extremo sul do Piauí, a Marcha das Margaridas também será realizada no município de Corrente, no próximo dia 13 de março, mês alusivo à Mulher. A iniciativa é do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, que realizaram uma reunião nesta terça-feira (10), na sede de Corrente, com a participação de representantes dos 14 municípios que compõe o Polo Sindical de Curimatá.

A Secretária Estadual de Mulheres Trabalhadoras da Fetag, Francisca Gilberta de Carvalho, conhecida como Caçula entre os militantes, falou sobre a mobilização. “No ano de 2011 a marcha reuniu mais de 700 pessoas em Corrente, com o tema Meio Ambiente, e neste ano pretendemos reunir no mínimo 1000 pessoas. Apesar do foco principal da Marcha das Margaridas ser o combate à violência contra as mulheres do campo e da floresta, entendemos que devemos combater todas as formas de violência e discriminação, no campo e na cidade. Por isso o tema principal da manifestação será a segurança pública, que tem tirado o sono e a paz de todos dessa região tão bonita. Temos casos em cidades pequenas de estupros em que o delegado apareceu apenas 10 dias depois pra fazer o boletim de ocorrência, assaltos até dentro das casas das pessoas, assassinatos e nós precisamos chamar a atenção das autoridades para que providências sejam tomadas de forma urgente, para que a segurança pública seja estruturada”, enfatizou.

Para que a mobilização não tenha apenas um caráter de protesto, mas que promova uma discussão com as autoridades e que compromissos sejam assumidos pelo poder público, a Comissão Organizadora do evento pretende realizar uma Audiência Pública no mesmo dia, ao final da Marcha, com os representantes dos municípios de toda a região e com a presença do Ministério Público, OAB, entidades de classe, Conselhos, instituições e todos que estejam dispostos a lutar pela melhoria da segurança pública no sul do Piauí.

“Podemos chamar toda a sociedade para participar do movimento, não precisamos ficar restritos ao Sindicato, pois todo mundo está sofrendo com a situação. Todos os dias acontecem assaltos e agressões e nós precisamos  de segurança em nossas cidades”, enfatizou a presidente titular do Polo de Curimatá, Maria José Ribeiro de Sousa.

A comissão foi formada por todas as secretárias de mulheres dos sindicatos dos 14 municípios, com a participação do Fórum de Mulheres do Mercosul/Piauí e do Movimento Nacional dos Direitos Humanos/Piauí, que nos próximos dias terão a missão de entrar em contato com prefeitos, vereadores e entidades para solicitar apoio à mobilização.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (FETAG) também irá buscar o apoio da APPM para a ação, assim como solicitar a presença da Secretaria de Segurança, Comando Geral da Polícia Militar, Delegacia Geral e representantes do Governo do Estado.

 

 

A Marcha

Considerada a maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil, a Marcha das Margaridas leva esse nome em homenagem à líder sindical Margarida Maria Alves.

Margarida, como era conhecida, é um símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Ela rompeu os padrões sociais de sua época ao presidir por mais de uma década o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba.

À frente do sindicato, lutou contra a exploração no campo e pelos direitos dos trabalhadores, combateu o analfabetismo e defendeu a reforma agrária. Em 1983 Margarida foi brutalmente assassinada por usineiros da Paraíba. 


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