30/11/2018 às 18h30min - Atualizada em 30/11/2018 às 18h30min

Comerciantes de Santa Filomena atendem 'atrás das grades' por causa da onda de violência

Por José Bonifácio Bezerra

José Bonifácio Bezerra
Blog do José Bonifácio
Com a violência que nos últimos meses se manteve presente no cotidiano da população de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, a 925 km de Teresina, o uso de grades passou a fazer parte da realidade do comércio local.
 
Em alguns pontos da pequena cidade, com pouco mais de 6 mil habitantes, comerciantes do centro e até dos bairros já realizam vendas passando mercadorias para clientes através de grades, com medo de assaltos.
 
Não temos um balanço da polícia, mas é visível o aumento do número de roubos em comércios e residências, furto de motos e de celulares.
 
 

Isso vem ocorrendo com freqüência nas ruas e avenidas de Santa Filomena, tanto à noite, quando não se pode nem mais sentar nas calçadas, quanto em plena luz do dia, tendo estudantes como principal alvo dos indivíduos.
 
“Antes de colocar esta grade, meu comércio foi arrombado cinco vezes. E a única defesa que tenho, abaixo de Deus, é esse porrete de madeira”, falou, bastante indignado, um pequeno comerciante do centro da cidade.
 
 
 
Outro pequeno comerciante do Bairro Primavera, que além de furtos na sua quitanda, já sofreu algumas tentativas de assaltos, conta que passa o dia todo “atrás das grades”, literalmente, assombrado com a onda de violência.
 
Já o proprietário da Casa São Francisco, também no Bairro Primavera, conta que nos últimos dias levaram mais de 1.000 reais em dinheiro e mercadorias. “Só de uma vez levaram 750 reais em produtos de beleza. Tá difícil pra gente trabalhar desse jeito. A solução foi colocar a grade na frente”, disse.
 
Assombrado com a onda violência, comerciante do Bairro Primavera vende "atrás das grades", literalmente
 
O medo da violência vem crescendo e passou a ser uma das maiores preocupações nas pequenas cidades, assim como em Santa Filomena, gerando a sensação de total abandono. Para coibir esse tipo de crime, ações como policiamento de rotina e operações precisam ser executadas.
 
A migração da violência para a cidade está obrigando a população filomenense a mudar os hábitos, se sentindo fragilizada. Que DEUS ilumine as mentes das nossas autoridades, a fim de que busquem - inclusive junto ao Governo Estadual - e encontrem soluções práticas, que surtam efeitos.
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