23/02/2019 às 21h17min - Atualizada em 23/02/2019 às 21h17min

Homenagem do colunista Janio Modesto a Jesualdo Cavalcanti

Foi com profundo pesar que ontem recebemos a ingrata notícia da partida do nosso líder maior, Dr. Jesualdo Cavalcanti Barros. Homem de curriculum que dispensa comentários, digno de todos os méritos que se possa imaginar. Partiu de forma inesperada, nos deixando órfãos de sua liderança e representação, tão significativa para a sociedade piauiense e em especial à de Corrente, seu berço natal, que tanto amava e fazia questão em evidenciar. Jesualdo foi um iluminado de virtudes inatas, um líder estudantil renomado, um político de ideias progressistas, idealizador por excelência, um cidadão sem máculas, um pai presente embora envolvido com inúmeras atribuições.

Ressalta-se também o exemplo da administração municipal à frente da Prefeitura de Corrente, no quadriênio 2013/2016, digna de aplausos até por seus opositores. Para esse mister, deixou o conforto de Teresina e rumou para Corrente, onde movido pelo espirito de agradecimento por tudo que recebera de sua terra natal, foi nos presentear com sua capacidade intelectual e integridade de homem público.
 
Assistimos hoje atônitos, políticos sendo conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal a prestar esclarecimentos sobre os mais variados tipos de delitos e improbidades funcionais. Jesualdo entrou e saiu da vida pública com uma ficha cristalina, sem que sequer tenha sido ventilada a possibilidade de algum dos seus atos ter sido posto sob o manto da dúvida ou da suspeita. Incansável na defesa da cultura e do saber, ainda se deu ao trabalho de nos brindar com várias obras literárias da sua lavra que merecem destaque pela qualidade e profundeza dos seus relatos, tanto que lhes reservou cadeira cativa na Academia Piauiense de Letras.

Dentre suas obras, chamo a atenção para "Memória dos Confins", que certamente eternizará nos confins de nossa memória; e "Tempos de Contar", que ficaremos encarregados de contar sempre para nossos descendentes. 
Importante registar que Jesualdo ainda teve sim, que experimentar o rigor e o desprazer de ter sido conduzido a uma Delegacia de Polícia, quando lutava pela redemocratização do País durante os "Anos de Chumbo" em que teve seu mandato de Vereador de Teresina cassado pelo regime. Destemido, não se deixou abater e investido no seu espirito democrático, representou com brilhantismo o Piauí na elaboração da Nossa Carta Cidadã de 1988, na condição de constituinte. 

Vá com Deus VENCEDOR, com a certeza que aqui deixou uma legião de amigos, admiradores e etenos sedentos da água da fonte de sua intelectualidade.

Em nome dos filhos, genro, noras, netos e bisnetos de Alexandre e Enedy, levo aos familiares nossos mais profundos sentimentos de pesar.

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