27/06/2018 às 12h09min - Atualizada em 27/06/2018 às 12h09min

Pré-candidato ao governo do Piauí, Fábio Sérvio, participa de solenidade do PROS em Corrente

O que pensa o candidato ao governo do partido do Jair Bolsonaro

Viviane Setragni
Portal Corrente
O pré-candidato ao governo do estado do Piauí, o empresário Fábio Sérvio, participou nesta terça-feira (26) da solenidade de posse da diretoria provisória do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) no município de Corrente. Acompanhado pelo presidente da sigla no estado, o Major Diego Melo, Fábio Sérvio também anunciou a pré-candidatura do Tenente Mário, de Corrente, para deputado estadual.

Em entrevista ao Portal Corrente, o pré-candidato fatou sobre a atual situação do estado e sobre as possibilidades de gestão.

Fábio Sérvio lamentou a situação do agronegócio no estado e afirmou que os planos de governo deveriam priorizar a região Extremo-Sul, que concentra grande arrecadação, mas tem muito pouco retorno para a região. “Nenhum dos governantes, atual ou passados, priorizou o sul do estado, mas deveriam. Precisamos equilibrar a balança, dar o devido retorno a essa região, que tem vocação natural para o agronegócio e que gera retorno, empregabilidade, ICMS, circulação de serviços e de mercadorias. Temos 780 mil hectares de terras cultiváveis, com potencial imediato de 4,5 milhões, mas no ritmo de investimento atual do governo do estado, esse potencial só vai ser alcançados em 50 anos”.

Sérvio fez uma dura crítica à atual política de oneração dos impostos, que estariam incentivando à elisão de divisas por parte de empresários e ruralistas. “Nós temos um exemplo em Tasso Fragoso, onde os insumos para a produção da soja são comprados no Maranhão e não no Piauí. O ICMS fica lá, assim como a geração de empregos, renda, perdemos a cadeia produtiva inteira. Para trazer de volta, precisamos diminuir os impostos. O governo do Maranhão está diminuindo os impostos e com isso atraindo os investimentos e os produtores. Estamos ficando pra trás. Com essa política de aumento de impostos, se o sul do estado já estava esquecido, recuamos pelo menos duas décadas”.

Sobre a estrutura da administração, Fábio Sérvio acredita que no governo atual ela está totalmente voltada para a classe política. “Hoje, se um prefeito tem voto, libera um calçamento, que vai ser convertido em voto. É preciso romper com a classe política, esses políticos velhos do estado, e criar um diálogo com a população. Precisamos de um orçamento participativo, definir as prioridades, que no momento são a saúde e a segurança. Precisamos de uma gestão transparente. Precisamos acabar com os critérios políticos e definir critérios técnicos para a gestão dos órgãos públicos, para aumentar a eficiência"

"Nós temos orçamento, ele precisa ser otimizado, precisamos dar um choque na gestão, ela precisa ser transparente, técnica e descentralizada. Para a saúde, por exemplo, foram destinados 1,3 bilhões no ano passado, então não falta dinheiro, mas nos hospitais a situação é complicada. O governo quer mostrar que o estado está uma festa, mas nem o básico está bom”, critica.

O pré-candidato ressaltou ainda a importância do saneamento básico para os municípios, e afirmou que o atual governo inviabilizou a contratação de recursos por parte do estado, através da Agespisa, por causa da situação da autarquia. “O saneamento básico representa qualidade de vida para a população, representa saúde e dignidade, mas atualmente a Agespisa está impedida de contratar recursos por causa da situação absurda da empresa, que é hoje uma das maiores devedoras de INSS do país! E na prática o governo pavimentou várias cidades do Piauí, sem realizar a obra de saneamento, o que é burrice, pois para fazer o saneamento vai ter que quebrar todo esse asfalto, ou seja, o custo é em dobro!”, colocou.

Ao finalizar, Fábio Sérvio declarou que a sua proposta representa renovação, reforçado pela pré-candidatura à presidência da República de Jair Bolsonaro. “É um sentimento de indignação e da necessidade de mudar, de fazer diferente!”.





 
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