21/02/2018 às 07h13min - Atualizada em 21/02/2018 às 07h13min

Para o meu tio Zeca

Por Gabriela Aguiar

Portal Corrente

Há algum tempo aprendi que a simplicidade é a maior professora da vida. As pessoas mais humildes são as capazes de transmitir as melhores lições de sabedoria. 

Aprendi com um homem que tinha um jeito muito peculiar que não importa para quem seja, devemos sempre fazer o bem e dar o melhor para poder ajudar.

Quando escrevi À Beira da Estrada, ele caminhou comigo por todo o interior de Corrente. Não era difícil perceber o quanto era querido por lá. Alguém sempre tinha uma piada para tirar com “seu Zequinha” ou um pedido de ajuda que ele dava sempre um jeito de resolver. Ele se doava pelas pessoas e nem precisava conhecê-las muito bem para isto.

Irreverente, com suas sabedorias populares e jargões. É garantido que todos nós temos boas histórias suas para contar. Afinal, não são muitas pessoas que tem o coração tão bom como o seu.

É por isso que a sua partida nos dói profundamente. Não nos leve a mal por chorarmos um pouco hoje, tio Zeca. Mas é porque saudade aperta muito no peito.

E, quero deixar bem claro para o senhor, que esta não é uma carta de despedida. É uma carta de agradecimento. Obrigada pela convivência, obrigada pelas histórias das suas aventuras, obrigada por ter me explicado direitinho com funciona a vida na roça, obrigada por todos os sorrisos. Obrigada por ensinar que devemos sempre fazer o bem, sem importar a quem.

Até breve,

Gabriela Aguiar.

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